Governo assina acordo com BNDES para fábrica de vacina contra a dengue

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Publicado em 04/01/2017, às 08h27 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h44

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Foto: Alexandre Carvalho_GESP

Estado

O governo do estado assinou na terça-feira, um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para a conclusão das obras da fábrica da primeira vacina brasileira contra a dengue. O contrato liberará R$ 97,2 milhões para a Fundação Butantan.

O governador Geraldo Alckmin detalhou o investimento. “Não é empréstimo, é recurso não reembolsável para o BNDES que vai dar um impulso à pesquisa sobre a vacina da dengue. O Butantan é orgulho para São Paulo e para o Brasil, um grande centro de pesquisa e, hoje, dando uma contribuição mundial. Nós podemos ter a primeira vacina do mundo tetravalente, contra os quatro tipos de vírus com apenas uma dose. Grande salto em termos de ciência e saúde”.

Além do investimento nas obras, os recursos incluem mobiliário, insumos e instalação, serviços e qualificação para a instalação dos equipamentos. A operação também contribui para a formação de equipes de condução de estudos clínicos para o desenvolvimento da vacina.

O valor total do projeto é orçado em R$ 305,5 milhões, portanto, o aporte do banco corresponde a 31% do investimento total. O contrato ocorreu por meio do programa BNDES_FUNTEC, que prevê a liberação a fundo perdido a iniciativas de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação executados por Instituições Tecnológicas (IT), selecionados de acordo com os focos de atuação divulgados anualmente pelo BNDES.

A nova fábrica, com 3 mil m² de área construída, foi planejada para a produção de até 100 milhões de doses de produto concentrado (bulk) e até 30 milhões de doses de vacina liofilizada contra a dengue por ano. A planta também foi planejada para operar a produção de vacinas contra a raiva e zika vírus, entre outras.

O presidente da Fundação Butantan, André Franco Montoro Filho, ressaltou: “Esta parceria será muito importante, não apenas para a construção da fábrica do Instituto Butantan, mas servirá como um modelo para o desenvolvimento de ciência e pesquisas na área”.

A primeira vacina brasileira contra dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), é produzida com vírus vivos, mas geneticamente atenuados, isto é, enfraquecidos. A pesquisa clínica está na última fase de testes antes de a vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que possa ser produzida em larga escala e disponibilizada para campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde em todo o Brasil.

Os dados disponíveis até agora, das duas primeiras fases, indicam que a vacina é segura, que induz o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro vírus da dengue e que é potencialmente eficaz.

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