Infecção rara provocada por picada de mosquito confirma quatro casos em 2026; especialista orienta sobre os sintomas e a prevenção

Quatro casos de febre do Nilo Ocidental e uma morte já foram confirmados no Brasil em 2026.
Transmitida pela picada de mosquitos, principalmente do gênero Culex, a infecção voltou a ligar o sinal de alerta de autoridades de saúde.
Diante do cenário, entender as formas de transmissão, os sintomas e as medidas de prevenção torna-se fundamental para reduzir os riscos de contágio.
Os insetos contraem ao picar aves silvestres infectadas e podem transmiti-lo aos humanos. A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas ou desenvolve manifestações leves.
Quando surgem, os sinais incluem febre de início repentino, mal-estar, vômitos, dor no corpo, nos olhos e na cabeça, além de manchas na pele.
Em uma parcela pequena dos pacientes, a infecção evolui para quadros severos.
O infectologista Tobias Garcez, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT/UFNT), vinculado à HU Brasil, explica a gravidade das complicações.
“Nos casos mais severos, predominam manifestações neurológicas, como encefalite, meningite ou paralisia flácida aguda, semelhante à observada na poliomielite”, afirma.
As ocorrências confirmadas em 2026 concentram-se nos estados de São Paulo (dois casos) e Santa Catarina (dois casos, com um óbito de uma mulher de 77 anos).
Conforme dados do Ministério da Saúde, o primeiro registro humano da doença no Brasil ocorreu em 2014, no Piauí. Em 2018, pesquisadores identificaram a presença do vírus em um equídeo no Espírito Santo.
Por se tratar de uma infecção rara e esporádica, os exames laboratoriais não têm grande abrangência nos serviços de saúde comuns. As amostras costumam ser encaminhadas para laboratórios de saúde pública.
O infectologista Tobias Garcez detalha o procedimento de identificação. “São exames de detecção de anticorpos no sangue, após cinco dias de doença, ou de anticorpos no líquido cefalorraquidiano, após oito dias, em pacientes com doença neuroinvasiva”, pontua.
Como não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a doença em humanos, a prevenção permanece como a principal forma de proteção. Na gestão pública, o combate exige vigilância entomológica para monitorar e controlar os mosquitos transmissores.
Individualmente, a recomendação inclui o uso diário de repelente, a instalação de barreiras físicas nas residências (como telas em portas e janelas) e a eliminação constante de pontos com água parada.
O especialista tranquiliza a população, mas reforça o papel do poder público. “Não há motivo de aflição para as pessoas. Já os gestores e órgãos públicos devem formalizar protocolos, fluxos e notas técnicas se os casos continuarem aumentando”, finaliza Tobias Garcez.
Com informações da Agência Gov