Popularmente conhecida como “doença do jardineiro”, a zoonose atinge principalmente gatos, mas também cães e seres humanos

O possível aumento do número de casos de esporotricose no litoral norte, levou o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) do estado a tomar medidas voltadas à orientação dos municípios. Conhecida popularmente como “doença do jardineiro”, a zoonose atinge principalmente gatos, mas também cães e seres humanos.
De acordo com o GVE XXVIII Caraguatatuba, o alerta para a ocorrência surgiu após relatos de profissionais de saúde da região, mas a real incidência da doença nos municípios ainda não é conhecida.
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Uma proposta de ação foi elaborada e repassada como forma de orientação aos municípios, dentre elas, a realização de um diagnostico situacional para conhecer a magnitude e a distribuição da doença; a elaboração de protocolos de tratamento; e investigação ambiental para adoção de medidas de controle e conscientização dos profissionais de saúde e da população.
A doença
Segundo informou o GVE XXVIII Caraguatatuba, a esporotricose é uma micose causada pelo fungo universal da espécie Sporothrix spp que naturalmente habita a natureza e está presente no solo, palha, vegetais, espinhos, madeira.
Além de atingir seres humanos, a doença também acomete várias espécies de animais silvestres e domésticos, principalmente gatos e cachorros. Enquanto os cachorros adquirem uma forma de baixa virulência, semelhante a dos humanos, os gatos geralmente adquirem uma forma grave e disseminada da doença.
A transmissão zoonotica ocorre quando o profissional ou o cuidador (proprietário) tem contato com o gato doente, por meio de arranhões , secreções do trato respiratório ou com a pele contaminada; a partir desse momento, a pessoa pode adquirir a esporotricose (zoonose transmitida por felinos).
Não há relatos de transmissão de homem para homem e de cachorro para homem. A maioria dos relatos é de transmissão de gato para homem e de gato para cachorro.
A esporotricose possui tratamento e seu diagnostico é feito por meio de exames clínicos/laboratoriais, tanto para humanos com também para animais. O diagnostico precoce da doença, melhora o prognostico do paciente e torna mais efetivas as ações de controle, impedindo a ocorrência de novos casos.