Pandemia

Covid-19: aposentado fala da difícil recuperação

Edison Cinelli, 59 anos, teve alta hoje pela manhã depois de 15 dias de tratamento e 11 internado, no Hospital São Luiz, e faz um alerta: “Não é brincadeira”

Eleni Nogueira
Publicado em 21/05/2020, às 10h43 - Atualizado em 24/08/2020, às 07h46

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Imagem acervo site

Já são muitas as vítimas da covid-19 no país e os números não param de crescer, tanto de contaminados, quanto de óbitos. Mas, há também muitos que se recuperam e estes sobreviventes veem a importância de alertar para a seriedade da doença, como Edison D'andréa Cinelli, de 59 anos, aposentado que teve alta na manhã desta quinta-feira, 21, do Hospital São Luiz, após 15 dias de tratamento (11 de internação) e um doloroso tratamento.  

O perito criminal aposentado conta que não sofre de nenhuma doença pré-existente, também não fuma e não usa bebida alcoólica frequentemente. Trata-se, portanto, de uma pessoa saudável, mas que foi acometido pela doença, com início dos sintomas no dia 5 deste mês.

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Tudo começou com uma dor de garganta, para a qual foi indicado o tratamento com antibiótico, com resultado já no dia seguinte. Três dias depois veio o segundo sintoma, estava  sem olfato e sem paladar e foi para o Hospital São Luiz. “Os médicos verificaram que meu pulmão estava de 0 a 25% tomado, me passaram um remédio e voltei para casa. Passadas 72 horas, que era o prazo, a febre não cessou, voltei para o hospital e o pulmão já estava de 25 a 50% comprometido”.

Cinelli foi internado dia 11 e a partir daí teve início um longo trabalho para salvar a sua vida em um leito de Unidade Semi-Intensiva. “Foram muitas noites com falta de ar; eu não conseguia andar três metros até o banheiro. Eu estava muito cansado, parecia que eu tinha corrido uma maratona inteirinha. Depois teve que colocar oxigênio no meu nariz. É um trabalho de formiga deles, intenso para recuperar os pulmões, com enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, infectologistas e muitos remédios”, ressalta.

Cinelli faz uma avaliação do vírus: “ele se instala quietinho no pulmão. Você fica em casa pensando que tem uma gripe, só que ele está acabando com o seu pulmão, está inflamando todinho e logo em seguida vem a infecção. Primeiro machuca o seu tecido, depois vem as bactérias para atacar”.

A alta enfim chegou e ele pôde sair do hospital hoje pela manhã, mas ainda um pouco debilitado, com tosse e dificuldade para falar. A recomendação médica é para que fique “quietinho” em casa por mais 14 dias  e com o uso de máscara.

Recuperado, ele faz um alerta: “esta doença, não é brincadeira. Quanto menos sair melhor. Tem que ficar em casa e se precisar sair, usar máscara. O tratamento é longo e custoso. Graças a Deus eu tenho convênio”.  

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