VACINAÇÃO

Caraguatatuba tem casos de sarampo? cidade atualiza situação da doença

Cobertura da tríplice viral permanece próxima da meta nacional, enquanto índice da tetraviral exige maior atenção no município

Manchas vermelhas espalhadas pelo braço, sintoma característico associado ao sarampo
Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o sarampo - Foto: Freepik


A cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, mantém monitoramento do sarampo diante da circulação do vírus em outras localidades e do intenso deslocamento de moradores e visitantes entre municípios e estados. A situação também levou a Secretaria Municipal de Saúde a reforçar ações de vacinação e orientações para quem pretende viajar.

Nos últimos 12 meses, Caraguatatuba não registrou casos confirmados de sarampo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A Vigilância Epidemiológica acompanha as notificações e investiga eventuais casos suspeitos conforme os protocolos do Ministério da Saúde.

A cobertura da vacina tríplice viral está em 93,28%, índice 1,72 ponto percentual abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Já a cobertura da tetraviral chega a 76,43%, diferença de 18,57 pontos percentuais em relação à meta.



Segundo a Secretaria de Saúde, um dos fatores relacionados à cobertura abaixo da meta é a recusa de pais e responsáveis ao pedido de autorização para vacinação nas escolas. O município alerta que índices inferiores a 95% aumentam o risco de surtos por causa do acúmulo de pessoas suscetíveis.

Vacinação ocorre nas unidades e escolas

A Secretaria mantém vacinação de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Todas as unidades, com exceção de Tabatinga, permanecem abertas das 7h30 às 16h30.

As estratégias incluem conferência e atualização das cadernetas, vacinação em locais de grande circulação, escolas das redes municipal, estadual e particular, creches, eventos e atividades comunitárias.



Em maio de 2026, o município intensificou a vacinação de estudantes e crianças nas escolas e creches. As equipes verificaram as cadernetas e encaminharam aos responsáveis as autorizações necessárias para aplicação das doses.

A Secretaria também mantém ações em espaços públicos e eventos para alcançar pessoas que não procuram espontaneamente as unidades de Saúde. Outra orientação é verificar a situação vacinal antes de viagens.

Turismo amplia atenção contra introdução do vírus

Por receber grande fluxo de visitantes durante férias, feriados e eventos, Caraguatatuba mantém a vigilância epidemiológica integrada à rede municipal de Saúde, com atenção ao histórico de viagens e deslocamentos dos pacientes.



A estratégia prevê identificação de casos suspeitos, notificação, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e atualização da situação vacinal. Moradores e visitantes devem manter a vacinação em dia.

A recomendação também vale para quem não pretende viajar. Segundo a Secretaria, existe possibilidade de introdução do vírus por pessoas que retornem de áreas onde há circulação da doença.

Sarampo

O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo em 2026, com centenas de suspeitas em investigação. A maioria dos registros concentra-se na capital, seguida por São Bernardo do Campo e Guarulhos. Altamente contagiosa, a infecção viral pode provocar complicações sérias e exige atenção imediata aos primeiros sintomas.



Contágio 

O contágio ocorre por via aérea, ao falar, tossir, espirrar e respirar. De acordo com especialistas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% dos indivíduos próximos não imunizados. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do surgimento das manchas na pele e dura até quatro dias após a erupção.

Arte sarampo sintomas

Sintomas

Os principais sintomas da doença incluem febre alta (acima de 38,5°C) e manchas avermelhadas (exantema), que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo.



O quadro também pode vir acompanhado de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar. A persistência da febre é sinal de alerta para risco de agravamento, principalmente em crianças menores de 5 anos.

A infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite média, desidratação e encefalite aguda. Não há tratamento específico contra o vírus; os cuidados médicos visam aliviar sintomas, repor hidratação e garantir suporte nutricional adequado.

Vacinação

A imunização por meio da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema de rotina prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, além da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em períodos ou regiões com recomendação específica.



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