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Alerta médico: cresce o número de casos de síndrome respiratória aguda grave

Doença é uma complicação decorrente de infecções respiratórias que afetam os pulmões e comprometem a respiração; veja os principais sintomas


Redação
Publicado em 25/09/2025, às 10h00

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Paciente com tosse no médico
Entre adultos e idosos, a covid-19 impulsiona os índices da síndrome - Imagem ilustrativa/Freepik


Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG)  aumentam no Brasil, de acordo com o Boletim InfoGripe, da Fiocruz. Em grande parte dos estados, o rinovírus é o responsável pelas ocorrências mais graves em crianças e adolescentes. Já entre adultos e idosos, a covid-19 impulsiona os índices da síndrome.

Segundo o pneumologista Valter Eduardo Kusnir, da Santa Casa de Mauá, a SRAG é uma complicação decorrente de infecções respiratórias, que afetam os pulmões e comprometem a respiração. “Ela pode ser causada por vírus como influenza, coronavírus (covid-19), vírus sincicial respiratório (VSR), entre outros. Em alguns casos, pode ser necessária a internação, e a demora no atendimento pode levar a óbito, especialmente nos mais vulneráveis”, alerta.

Entre os principais sintomas da SRAG estão a falta de ar, dificuldade para respirar, sensação de pressão no peito, lábios ou rosto azulados - cianose, febre alta, tosse, dor de garganta, calafrios, dor de cabeça e coriza.



A evolução da SRAG costuma ser rápida. Ao perceber sintomas como falta de ar intensa ou cianose é fundamental buscar atendimento médico imediatamente”, reforça o pneumologista.

Idosos, crianças pequenas, gestantes, mulheres até duas semanas após o parto, pessoas com doenças crônicas (diabetes, cardiopatias e doenças respiratórias) e indivíduos com o sistema imunológico fragilizado têm maior risco de complicações e precisam de atenção rápida e especial. 

Homem tossindo
Prevenir a SRAG é o melhor tratamento - Imagem ilustrativa/Freepik

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por avaliação clínica de um pneumologista, complementada por exames como raio-X ou tomografia do tórax, exames de sangue e testes específicos para identificar o vírus causador. O tratamento varia de acordo com a gravidade e pode incluir oxigenoterapia, uso de antivirais ou antibióticos e, nos casos mais críticos, ventilação mecânica.



“Como em qualquer doença, prevenir a SRAG é o melhor tratamento. Mantenha as vacinas atualizadas, higienize frequentemente as mãos, evite as aglomerações, deixe os ambientes ventilados e cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Além disso, cuidar do sistema imunológico por meio da alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e abandono do tabagismo também fazem toda a diferença”, orienta o especialista.

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