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Ampliação do Hospital Bertioga depende de convênio com Estado

Ao término das obras, unidade passará dos 49 para 114 leitos e, posteriormente, ainda terá dez leitos de UTI


Da Redação
Publicado em 17/01/2020, às 12h27 - Atualizado em 29/09/2020, às 10h27

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Diego Bachiéga
Diego Bachiéga


A população de Bertioga continua a crescer e, com isso, o município deve se esforçar para tentar atender a demanda pelos serviços públicos. No projeto de ampliação do hospital, além de novas alas, a unidade passará de 49 para 114 leitos, além de, posteriormente, oferecer dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto que atenderão pacientes de média e alta complexidade.

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A secretária de Saúde do município, Simone Papaiz, explica que a implantação da aguardada UTI na cidade depende da finalização das obras de ampliação que, por sua vez, precisa da assinatura de um convênio com o estado para a entrega total. Ela acredita que o documento seja assinado em breve, e detalha: “A expectativa de conclusão das obras de ampliação do Hospital, são de 12 meses a partir da assinatura do contrato. Passo seguinte à finalização das obras, está o processo de implantação da UTI, que inicialmente deve ser aprovado junto à Comissão de Intergestores Bipartite – CIB, órgão regional de secretários municipais de saúde, pelo qual devem ser aprovados todos os serviços de saúde, inclusive, deliberando competências e financiamentos”.



Somente após estes procedimentos é que a UTI pode ser efetivamente implantada e a habilitação ser solicitada, para o custeamento dos serviços, com verbas municipal, estadual e federal. O Sistema único de Saúde custeia as diárias em, aproximadamente, R$ 508,63 para UTI nível III e R$ 478,72 para nível II. Conforme explicado pela secretária, estas vagas serão referência para Cubatão e Guarujá, de forma que o plano assistencial destina três leitos exclusivos para a cidade e os outros sete para as duas cidades.

Vagas CROSS

Caso precise de um leito de UTI, o paciente da Baixada Santista entra no Sistema da Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS), controlada pela Secretaria da Saúde do estado. Em dezembro de 2019, a regulação de leitos e a necessidade de maior aporte para o setor foram discutidas em reunião entre os municípios da Microrregião Litoral Norte, formada por Guarujá, Bertioga e Cubatão, com o gerente médico da CROSS, Domingos Guilherme Napoli, e a diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS- IV), Paula Covas.



O encontro foi organizado pela Diretoria Regional de Saúde (DRS), que deseja implantar na microrregião, uma regulação independente e direta, como já em funcionamento na microrregião sul (Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe). O ponto apresentado no encontro é de que o Hospital Santo Amaro (HSA), em Guarujá, poderia receber financiamento específico para atendimento às grandes urgências. Segundo a equipe de Guarujá, a medida não é viável sem que sejam redefinidas as referências e fluxos para atendimento dos pacientes portadores de doenças cardiológicas de emergência, pois impactam num grande quantitativo e que não tem resolução dentro na unidade.

O gerente médico do CROSS, Domingos Guilherme Napoli, falou do desejo de se aproximar mais da realidade dos municípios. Disse ele: “Queremos resolver o problema de hospital e de saúde aqui nesta região, em que Guarujá é sede. A rede de informática da Central CROSS também já vem sendo acertada internamente. Nosso intuito é ampliar a atenção à Baixada, com equipe mais voltada a Baixada, para um SUS mais solidário e parceiro”.

O CROSS é sediado na grande São Paulo e tem um braço na DRS IV – Baixada Santista, ou seja, atualmente a regulação de leitos é resolvida na região. Outra proposta da Diretoria é de o Hospital Guilherme Álvaro (HGA) poderia compor a região da microrregulação norte, para o fluxo de atendimentos de urgência, assim como demais parceiros da região.



A diretora da DRS-IV, Paula Covas, reforçou a ideia otimizar mais os leitos hospitalares. “Para isso, queremos ampliar acessos e possibilidades também na capital e no estado, a partir de um caminho traçado juntos, como microrregião. É olhar para o que está pactuado e assim termos uma situação melhor”, declarou.

Hospital e UPA de Bertioga

O novo prédio do Hospital de Bertioga contará com 2.850m² e, até o momento, foram construídos quatro pavimentos no anexo, sendo dois deles de enfermaria com 60 leitos, um pavimento com quatro salas de cirurgia e dez leitos de UTI adulto. O último pavimento é técnico, onde irá abrigar maquinário, como elevadores.



Desde outubro, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) passa por reforma e ampliação para melhorar o serviço oferecido. A pedido da prefeitura, a empresa gestora de equipamentos da saúde no município, INTS, realizou diagnóstico da estrutura e dos fluxos de atendimento da unidade e elaborou projeto de ampliação de setores importantes.

A obra amplia a recepção do Pronto Atendimento, cria sala de exame de eletrocardiograma e farmácia satélite. Além disso, a unidade terá mais uma sala de acolhimento e os banheiros de pacientes também serão reformados, com fraldário. A sala de medicação também deve ser ampliada para garantir mais agilidade e segurança na assistência aos pacientes. 

Imagem acervo site



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