Empresa aposta no acompanhamento da carga desde a origem até o destino para evitar prejuízos e garantir impostos menores aos produtores

Nos terminais retroportuários de Santos, cada carga que chega ou sai do país passa por uma grande engrenagem. O comércio internacional começa muito antes de o navio deixar o cais. O CEO da Process Group, Lúcio Lage Rodrigues, explica a importância do setor logístico.
No comércio internacional, muito além de negociar a compra e a venda, a logística tem um papel primordial. O objetivo é fazer a mercadoria sair da origem e chegar ao destino da maneira mais rápida e barata possível", afirma.
O planejamento faz toda a diferença, é preciso organizar documentos, transporte, impostos e prazos para evitar prejuízos. A empresa trabalha no modelo porta a porta (do inglês, door to door), que acompanha a mercadoria com rastreamento em tempo real e suporte 24 horas, desde a origem no exterior até a entrega final no Brasil.
Rodrigues detalha a atuação da companhia nesse fluxo. "O nosso papel é encurtar todas essas instâncias e tornar o processo o mais fluido possível. Atuamos na cadeia completa. Na importação da China, por exemplo, cuidamos do transporte da fábrica até o porto estrangeiro e, posteriormente, do porto no Brasil até o comprador", pontua o CEO. A empresa também orienta os clientes sobre benefícios fiscais que reduzem os impostos, com foco na economia financeira.
Neste ano de 2026, a prioridade da operação se volta para a exportação, em especial a do agronegócio. Produtos brasileiros de destaque no mercado internacional recebem atenção especial da companhia.
Temos um foco muito grande no agronegócio, na exportação de café, milho, gergelim, soja e sorgo. O Brasil tem uma força enorme nessa área. Ajudamos os produtores brasileiros a levarem seus produtos cada vez mais para o outro lado do mundo", destaca Rodrigues.
Para fortalecer essa estratégia e buscar conexões eficientes, as viagens internacionais figuram como pilar do negócio. O executivo, que já visitou a China mais de 12 vezes, planeja o mesmo número de viagens ao país asiático apenas neste ano. "O foco é utilizar esse conhecimento para fomentar as empresas nesse desafio da exportação, que hoje impulsiona o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil", conclui.
*Com informações do jornalista Alex Castro, para o quadro Cultura no Porto, do Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.