LONGA ESPERA

Fila de 35 horas no porto de Santos gera alerta para setor logístico

Com o cais santista sob pressão, empresas de comércio exterior buscam apoio jurídico e tecnológico para evitar cobranças contratuais


Redação
Publicado em 12/08/2026, às 15h22

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Navio com contêineres
Alta demanda afeta o prazo de entrega de contêineres - Divulgação/MSC


O aumento da movimentação de cargas no porto de Santos, litoral paulista, traz reflexos diretos para a infraestrutura e para a cadeia do comércio exterior. Com o crescimento da demanda, os gargalos operacionais e o tempo de espera geram custos extras e prejuízos para importadores e exportadores.

Atualmente, o tempo médio de espera para a atracação de um navio no cais santista chega a 35 horas. A advogada especialista na área, Carolina Marchioli, alerta para os impactos dessa demora.

À medida que os custos aumentam, isso é um grande termômetro de como está a capacidade portuária. E quanto mais aumenta a demanda, mais aumenta também o valor do uso desse porto pelos usuários. Esse é um alerta porque acaba chegando na conta do importador", explica.

Prevenção e contratos

Os atrasos comprometem prazos de entrega e geram descumprimentos contratuais. O exportador, por exemplo, possui um período limite (conhecido como free time) para devolver o contêiner estufado ao porto. Quando ocorrem falhas nesse processo, a cobrança recai sobre a empresa.



Para evitar cobranças indevidas, a advogada recomenda o acompanhamento rigoroso da carga. Carolina destaca as ferramentas necessárias para a defesa das empresas:

A tecnologia vem muito ao encontro dessa necessidade de o usuário demonstrar que não deu causa ao descumprimento contratual. Mas isso não basta, ele precisa também de suporte jurídico".

Para minimizar os riscos em uma cadeia logística complexa, que envolve autoridades e intermediários, escritórios especializados oferecem serviços de imersão (in-house) nas corporações. O objetivo é mapear os problemas diários, melhorar a comunicação entre as partes e garantir autonomia para os gestores resolverem entraves operacionais com segurança e amparo legal.

*Com informações do jornalista Thiago Dantas, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale.



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