ELEIÇÕES 2018

Valéria Bento é pré-candidata a deputada estadual pelo MDB

A vereadora de Bertioga deve basear sua campanha em redes sociais e no corpo a corpo com o eleitorado nas ruas


Estela Craveiro
Publicado em 27/07/2018, às 12h10 - Atualizado em 23/08/2020, às 17h09

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Valéria Bento em seu gabinete - Estela Craveiro/JCN
Valéria Bento em seu gabinete - Estela Craveiro/JCN


Cumprindo seu segundo mandato como vereadora em Bertioga, Valéria Bento é pré-candidata do MDB a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Esta é a segunda vez que ela se propõe a buscar uma vaga de deputada estadual. A primeira foi em 2010, época em que enfrentava um câncer de mama, não teve condições de se dedicar plenamente à campanha eleitoral, e conquistou mais de dois mil votos. Desta vez, para se eleger, calcula precisar de mais de 80 mil votos, e se prepara para uma campanha eleitoral baseada em mídias digitais e no clássico corpo a corpo, em contato direto com o eleitorado nas ruas. Confira suas propostas e ideias em entrevista ao Costa Norte.

Por que quer ser deputada estadual? Sou candidata porque a gente tem que abrir os horizontes, ter um pouco mais de autonomia. Como vereadora consigo resolver problemas locais, não consigo trazer verbas para ajudar minha cidade. Só que eu não quero fazer só pela minha cidade. Se entrar como deputada, vou ter autonomia para fazer políticas públicas para a mulher, que é a base da família. Deputado tem mais força, mais possibilidades de parceria. Quero trazer recursos para Bertioga e para as nove cidades da Baixada Santista.

Uma vez eleita, qual será sua plataforma de trabalho? Quero focar muito não só a saúde da mulher e da família, mas também educação, segurança e esporte. Se você tem saúde, está pronto para aprender e para trabalhar. Essa base é uma coisa que quero priorizar. E também o esporte. Fui atleta, jogadora de vôlei, corria, e acho que todo município tem que ter secretaria de esporte, recursos para o esporte. A garotada que passa o dia treinando tem disciplina, pode representar a cidade. Saúde, educação e esporte são áreas que me cutucam muito.



Como deve ser sua campanha eleitoral?Tenho falado com gente de vários locais, pedindo apoio. Pretendo trabalhar muito redes sociais, contar com o apoio de alguns amigos e andar nas ruas, uma coisa de que gosto muito, bater nas portas das casas das pessoas, conversar com lideranças do partido em outras cidades. Em Guarujá, sou madrinha nas formaturas do curso de Promotoras Legais Populares, e faço parte da Associação das Mulheres Progressistas, que estão comigo nessa causa. Sou vice-presidente de um grupo de mulheres do Vale do Ribeira e da Baixada Santista. Vou conversar com esse pessoal todo. Se cada um der um pouquinho de apoio... Na minha primeira campanha eleitoral para vereadora, fizemos uma passeata com candidatas de outros partidos, foi bom. Estou pensando em talvez novamente propor algo assim. Temos outras candidatas na cidade, poderia ser bacana.

Você é contra a cota obrigatória de mulheres candidatas nos partidos? Sou contra qualquer tipo de cota. Tem que ter igualdade. O homem e a mulher hoje em dia estão no mesmo patamar. A coisa é tão patriarcal que estão dizendo que mulheres vão ter respaldo financeiro para a campanha. Ora, da mesma forma os homens também têm que ter.  

Quantos votos precisa para se eleger? Com menos de 80 mil votos você não entra na Alesp, a não ser que o seu partido tenha um grande puxador de votos, como foi, por exemplo, o Tiririca.



 Acha que pode realmente se eleger?  Acho que é difícil. Tenho plena noção. Mas vou lutar. O MDB é um grande partido. E quando você quer alguma coisa, tem que acreditar e lutar por ela.

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