Filiada ao PSB, a jornalista, pré-candidata a deputada federal, acha importante trabalhar pela descentralização do porto de Santos e pela implantação de projetos-base de educação

Pré-candidata a deputada federal pelo PSB, partido ao qual se filiou a convite do governador Márcio França, a jornalista Rosana Vale, conhecida pelo seu programa Rota do Sol, que esteve no ar pela TV Tribuna por 18 anos, visitou Bertioga para participar do programa Opinião, da TV Costa Norte, na sexta-feira, 8. Para se eleger, ela precisa de cerca de 100 a 150 mil votos, dependendo do desempenho do partido nas urnas.
Ela contou que recebeu convites de muitos partidos, e, em alguns, poderia se eleger com 40 mil votos, mas preferiu o PSB por conhecer e acreditar no trabalho de França, que, por duas vezes, foi prefeito de São Vicente. E explicou a motivação para deixar de lado sua carreira jornalística de 25 anos: “Estamos em um momento decisivo do nosso país. Chegamos ao fundo do poço. Sentimos os efeitos de termos nos afastado da política e estamos colhendo as consequências disso. Eu me apresentei como opção para fazer política e trabalhar pela evolução da sociedade”.
Rosana compreende a hostilidade da população em relação aos políticos, mas acha que é possível reverter isso com um bom trabalho: “As pessoas não se sentem representadas. O povo tá pedindo o mínimo, transparência e honestidade”. A jornalista vê de forma crítica a atuação dos deputados federais, votando projetos de lei supérfluos: “Há coisas muito importantes a ser feitas, como trabalhar pela descentralização do porto de Santos ou para que as empresas públicas não tenham cargos indicados por políticos”.
Na sua avaliação, cabe a um deputado federal apresentar projetos macro, que possam ser benéficos à sua região, e pensar nisso ao votar cada lei: “Faltam aos políticos da nossa região mandatos mais humanos, mais participativos”. Ela crê na possibilidade de melhores resultados, se os parlamentares aplicarem a verba de medidas impositivas a que têm direito em várias áreas, e não apenas em uma: “Temos que investir em projetos de base, de educação, porque tem muita gente que só precisa de oportunidade”. Em 2018, cada deputado federal tem direito a R$ 14,8 milhões para essas emendas.
Para o desenvolvimento econômico da Baixada Santista, Rosana Vale não tem dúvida, a saída é o turismo: “Temos que desenvolver projetos para a região, como um aeroporto metropolitano ou projetos que beneficiem o turismo náutico e a pesca esportiva, por exemplo. São potenciais nossos. O turismo é a salvação da nossa região. Pode trazer empregos, divisas e negócios para recuperar muitos postos de trabalho, que perdemos no porto e nas indústrias que se foram e não vão voltar”.