
A região Metropolitana da Baixada Santista conta com 200 km de rios navegáveis e vem sofrendo com o trânsito crescente no sistema rodoviário. O aproveitamento das águas, com a implantação do modal hidroviário para passageiros pode ser uma solução e o desenvolvimento de estudo nesse sentido foi anunciado na terça-feira, 26, em Santos, durante a 178ª reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana Baixada Santista (Condesb). O diretor do Departamento Hidroviário da Secretaria de Estado de Logísticae Transporte, Casemiro Tércio apresentou o início dos trabalhos para a implantação do modal nos municípios de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente. Tércio afirmou que, neste primeiro momento, o Departamento Hidroviário vai fazer um estudo de detalhes técnicos que precisam ser levantados como: as rotas mínimas, a frequência de embarque, o tipo de embarcação e também a tarifa máxima ao passageiro. “O objetivo é criar um sistema garantindo conforto e rapidez à população da Baixada Santista. Também é importante lembrar que o sistema hidroviário precisará ser interligado com outros modais como o VLT e o transporte municipal e intermunicipal de ônibus”, explicou. Ainda de acordo com o diretor, o resultado de levantamentos deve ser apresentado em 10 meses e o sistema poderá entrar em funcionamento em 2018. “Os estudos que já foram feitos para os sistemas de balsa, submerso e VLT serão considerados. Nos primeiros cinco meses concluiremos a primeira fase, que determinará o tipo de embarcação, a tarifa e a rota”, declarou. O prefeito de Bertioga Mauro Orlandini apóia a ideia. “Nossas cidades já foram interligadas por água. Considero um grande avanço uma solução metropolitana nesse processo. Sempre acreditei nisso”, disse lembrando que Bertioga e Santos já foram ligadas por transporte hidroviário, a antiga barca Santense. Para a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, o projeto é favorável e estratégico para a Região. “Cada cidade precisa se envolver nesse estudo que vai integrar os municípios da Baixada Santista. Fiquei muito satisfeita com o que vi e me coloquei à disposição no que for necessário. Estamos muito próximos de concretizar um sonho antigo das nove cidades da Região Metropolitana”, disse a chefe do Executivo. O presidente do Condesb e prefeito de Itanhaém, Marco Aurélio Gomes, considerou positiva a iniciativa de aproveitar a estrutura hidroviária regional. “Mas será fundamental que esse novo sistema funcione interligado com os demais tipos de transporte, inclusive com alguns que estão em fase de implantação, como o Veículo leve sobre Trilhos (VLT)”, alertou. O desenvolvimento técnico do projeto será realizado ao redor de quatro temas principais: navegabilidade das vias, estudo de demanda, embarcações e terminais e modelagem financeira do negócio. A fase 1 é iniciada com amplo diagnóstico do que já existe sobre os temas e com o diálogo entre os principais participantes do processo. Termina quando os temas mais técnicos estiverem bastante avançados e a modelagem de negócios em estágio preliminar. A fase 2 visa cobrir as lacunas de informações existentes e refinar o que já foi gerado, detalhar as modelagens de negócios e financeira efetivas para os principais interessados, públicos e privados do projeto. O Sistema Hidroviário Metropolitano tem como objetivo equacionar a utilização em vias navegáveis para o transporte de passageiros considerando os canais.