Região do litoral paulista aposta em candidaturas estratégicas e na concentração de votos para ampliar cadeiras na Câmara dos Deputados

A Baixada Santista entra na disputa das eleições de 2026 com o objetivo de aumentar sua representatividade política em Brasília. Com nove municípios e um eleitorado considerado estratégico no litoral paulista, a região terá diversos nomes na corrida por vagas na Câmara dos Deputados, mas o número de eleitos dependerá da capacidade de concentração de votos e do desempenho das legendas.
Nas últimas eleições gerais, em 2022, a Baixada Santista conseguiu eleger quatro deputados federais: Rosana Valle (PL), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), Alberto Mourão (MDB) e Delegado da Cunha (PP). Naquele pleito, a região também conquistou cinco cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Para 2026, o cenário começa a se desenhar com a confirmação das primeiras candidaturas nas convenções partidárias. Entre os nomes já anunciados para deputado federal estão parlamentares com mandato, ex-prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Partidos como PL, PSD, PSOL-Rede e Republicanos já oficializaram representantes da Baixada na disputa.
Apesar de a região ter uma população expressiva, eleger deputados federais não depende apenas do número de moradores. O sistema proporcional considera o desempenho dos partidos e federações, além da votação dos candidatos. Ou seja, uma cidade ou região com muitos eleitores pode não eleger representantes caso os votos sejam divididos entre muitos concorrentes.
Esse é um dos principais desafios da Baixada Santista: evitar a dispersão dos votos. Em 2026, a disputa deve envolver candidatos de diferentes correntes políticas, aumentando a necessidade de articulação regional.
A expectativa entre lideranças políticas é que a Baixada tenha potencial para manter ou até ampliar as quatro cadeiras federais conquistadas em 2022, caso os principais candidatos consigam concentrar votos dentro da região.
Com quase dois milhões de habitantes e uma economia marcada por setores estratégicos como o Porto de Santos, turismo, comércio e logística, a região busca transformar seu peso econômico em força política.