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PF conclui que Flávio Bolsonaro cometeu calúnia contra Lula

Investigação foi aberta por determinação do STF após publicação nas redes sociais; caso será encaminhado à Procuradoria-Geral da República para análise


Redação
Publicado em 27/06/2026, às 09h12

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PF conclui que Flávio Bolsonaro cometeu calúnia contra Lula
Segundo a corporação, Flávio Bolsonaro (direita) disse que Lula (esquerda) seria “delatado” - Ricardo Stuckert/PR e Lula Marques/Agência Brasil


A Polícia Federal (PF) concluiu que o senador Flávio Bolsonaro cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma publicação nas redes sociais.

O relatório final da investigação foi concluído na sexta-feira (26) e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O inquérito foi instaurado por determinação do ministro Alexandre de Moraes para apurar uma postagem publicada por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano, após a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.



Na publicação, o senador afirmou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”. 

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De acordo com a Polícia Federal, o parlamentar atribuiu falsamente ao presidente da República a prática de crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.



No relatório, a corporação afirma que "fica claro, portanto, que o senador Flavio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico".

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Com a conclusão da investigação, o processo foi enviado ao STF. O próximo passo será a análise da Procuradoria-Geral da República, que decidirá se apresenta denúncia ou solicita o arquivamento do caso.



A reportagem da Agência Brasil procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro e aguarda manifestação. O espaço permanece aberto para posicionamento.

Com informações da Agência Brasil

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