Diego de Castro Pereira (PSDB), conhecido como Diego Nabuco, pode ficar afastado do cargo por 180 dias; político disse que provará inocência

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu o afastamento do vereador de São Sebastião Diego de Castro Pereira (PSDB), conhecido como Diego Nabuco, acusado de chefiar um esquema de rachadinha.
Se o pedido for aceito, político ficará afastado por 180 dias do cargo.
Segundo o MP, o parlamentar é acusado de exigir parte dos salários de servidores comissionados, por ele indicados, como condição para que mantivessem seus cargos na administração pública municipal, entre 2021 e abril de 2024.
Ainda de acordo com a nota, ao menos quatro servidores repassaram valores que variavam de R$ 1.000 até a metade do salário recebido. Os eram entregues em espécie ou por meio de intermediários, e utilizados para custear despesas pessoais do parlamentar, como aluguel, contas de consumo e financiamento de veículos.
O órgão também solicitou que o vereador fique proibido de acessar as dependências da Câmara e da prefeitura, além de não manter contato com as testemunhas do processo.
Documentos reunidos pela Polícia Civil e pelo MP incluem depoimentos de ex-assessoras que confirmaram a existência e o funcionamento do esquema, além de capturas de tela de conversas em aplicativos de mensagens, comprovantes de depósitos bancários e áudios que corroboram as acusações.
Segundo a Promotoria, a permanência do vereador no cargo "representa um risco concreto de que ele continue a praticar crimes, uma vez que o mandato é o próprio instrumento utilizado para as exigências ilícitas".
Ainda de acordo com a Promotoria, existe o receio de que o vereador utilize sua influência política para intimidar testemunhas e prejudicar a apuração dos fatos, tendo em vista que uma das principais testemunhas relatou ter sofrido ameaças.
A decisão ficará a cargo da Vara Criminal da Comarca de São Sebastião.
Em nota enviada ao site Band Vale, na quinta-feira (19), o vereador disse que ainda não havia sido citado sobre o caso, e que provaria sua inocência em momento oportuno. O vereador não retornou ao contato de nossa equipe via e-mail. O espaço segue aberto em caso de resposta.