Ele quer fiscalizar os atos do presidente da República e aplicação do dinheiro público federal

Pela primeira vez na história, Bertioga terá um candidato a senador: Kaled Ali El Malat, do PSDC, que já foi candidato a vereador, pelo PMN, em 2008, e disputou a prefeitura do município pelo PSDC em 2012 e 2016. Diretor do Sindicato dos Funcionários Públicos do Município de Bertioga e delegado sindical, cargos dos quais está afastado, ele é bacharel em direito, pós-graduado em gestão pública, mestre em direito do estado, e atualmente está fazendo doutorado em direito do estado.
Confira algumas de suas ideias em entrevista concedida ao Costa Norte.
Por que você quer ser senador? Sou municipalista. Vou poder ajudar cidades menores. Temos regiões metropolitanas que estão tendo um desenvolvimento absurdo e a Baixada Santista e o Vale do Ribeira estão estagnados. Algumas cidades se destacam, mas outras estão paradas no tempo. Bertioga é uma dessas. Eu, como senador, vou poder ajudar a cidade.
De que maneira? Trazendo projetos sociais que são implantados pelo governo federal para as cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. Trazendo verba. E vou fiscalizar também o dinheiro público federal aplicado nas cidades. A função de senador é fiscalizar os atos do presidente da República e também fiscalizar onde estão indo os recursos federais. Se você andar pelo Brasil, tem muita obra pública parada, porque ninguém toma providências. Acho um absurdo os gastos públicos que temos. Eu vou fazer a famosa caça às bruxas. Cada senador gasta em média, por ano, R$ 30 milhões. Com isso você pode contratar 500 policiais, 600 enfermeiros ou 600 professores.
O estado de São Paulo tem direito a duas vagas de senador. Tem ideia de quantos concorrentes você vai enfrentar? De seis a 12 candidatos. A maioria das pessoas quer ser candidata a deputado estadual e federal.
Quantos votos você precisa para se eleger? De dois a três milhões de votos.
E como vai conseguir isso? Trabalhando. Hoje nós temos as redes sociais, o trabalho tem que ser intensificado aí. Elas atingem uma quantidade de pessoas que a gente não imagina.
Deve ser a principal ferramenta da sua campanha? Sim. Já estou visitando outras cidades, tendo apoio de alguns prefeitos, primeiras-damas e vereadores. Já estive em 42 cidades.