
Foto JCN
Guarujá Mayumi Kitamura
O nome do próximo prefeito de Guarujá será conhecido no próximo dia 30, no segundo turno das eleições. Disputam o cargo Haifa Madi (PPS) e Válter Suman (PSB), que obtiveram, respectivamente, 66.147 e 36.311 votos, entre os outros nove candidatos que pleiteavam a administração municipal. Ambos destacam a saúde e o enxugamento da máquina pública como prioridades em seus governos.
Os dois candidatos elencam a experiência política como diferencial para administrar a cidade, que enfrenta vários desafios para o próximo governo. Haifa enfatiza, além de sua experiência como deputada estadual, o próprio governo de seu marido Farid Madi, na cidade, como facilitador na identificação das necessidades do município. “O bom de quando você tem experiência e passou pela administração, é saber onde acertou e errou, para não errar novamente. Eu tenho certeza que a minha experiência vai contribuir muito para retomarmos o desenvolvimento da cidade e, claro, a ajuda do Farid vai contribuir muito”.
Já Suman, vereador por dois mandatos consecutivos, aponta, além de sua atuação na Câmara, os trabalhos na área da saúde como essenciais para conhecer a realidade da população. “A minha passagem pelo Legislativo, em 2004 e 2008, me deram um grande conhecimento do Legislativo, e a minha vida profissional como médico fez com que eu conhecesse a cidade como um todo, principalmente, por meio do programa de internação domiciliar, que foi um grande instrumento de humanização em saúde pública”.
Considerada como o principal desafio, na opinião de ambos, a saúde deverá concentrar a maioria dos esforços dos candidatos, caso eleitos. Um pronto-socorro voltado às crianças e adolescentes é igualmente apontado como instrumento a ser implantado e efetivado, além da ampliação do atendimento e especialidades ofertadas nas unidades de saúde.
Suman afirma que, em seu governo, reduzirá as secretarias atualmente existentes, e reclama que há “muita gente com salários consideráveis e a gente está vendo a cidade, infelizmente, não oferecer o serviço adequado”. Além disso, comprometeu-se em revisar os contratos em vigor atualmente. Para Haifa, os “desperdícios” praticados na atual administração prejudicam o investimento nas áreas prioritárias. Ela diz: “Fazendo isso, podemos contratar mais médicos, comprar mais remédios e investir melhor o dinheiro público”.