Rosana Valle destaca que, em outros países, já ocorre a retirada e tratamento dos sedimentos

As cavas subaquáticas voltaram a ser discutidas na Câmara dos Deputados. Durante a sessão solene em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a deputada federal Rosana Valle (PSB-SP) comentou sobre os projetos relacionados ao tema para a região.
Por meio de projeto de lei, a deputada pede a proibição da construção de novas cavas subaquáticas - depósitos de sedimentos contaminados em mares, em rios, lagoas, ou estuários. Das duas existentes no Brasil, uma é localizada em Cubatão, a outra em Sepetiba, no Rio de Janeiro.
A deputada contou que já existe, em outros países, a prática de retirada e tratamento desses sedimentos. “Há muitas manifestações na minha região que querem impedir a construção de novas cavas. Esse é o caminho. A gente não pode deixar para os nossos filhos e nossos netos esse passivo ambiental”, explica.
Rosana afirmou que a construção de mais cavas não é de interesse da população. Disse ela: “Se a gente não impedir essa situação, não impedir a construção de novas cavas, o nosso estuário, as nossas praias, os rios, podem virar depósitos de material contaminado”.
Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho (PSB-SP) acredita que o país vive um momento muito estranho, em que o Ministério do Meio Ambiente desmonta estratégias e políticas construídas com muita luta. Para ele, quem busca criar uma agenda positiva é a Câmara dos Deputados, mas também com muita dificuldade.
O exemplo disso foi a oportunidade de votar na semana passada os projetos relacionados à questão da mineração no estado de Minas Gerais. No entanto, as propostas não foram votadas.
Agostinho afirmou que esses projetos dão uma resposta à sociedade no que diz respeito a grande tragédia decorrente da mineração sem responsabilidade. O deputado disse que é preciso dar uma resposta para a sociedade e espera que a Câmara dos Deputados não faça o que fez quando aconteceu o acidente em Mariana (MG).