COLUNA Cláudio Coletti - edição 1203

Costa Norte
Publicado em 02/11/2012, às 04h54 - Atualizado em 23/08/2020, às 13h51

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Eleições presidenciais já com candidatos

Conhecidos os resultados das urnas e com o próximo desfecho do julgamento do mensalão, os políticos passam a fazer conjecturas sobre as eleições de 2014. Neste primeiro momento, o cenário mais provável para a disputa presidencial é o lançamento da presidente Dilma Roussef como candidata à reeleição, mantendo como companheiro de chapa o atual vice-presidente Michel Temer. Essa é a lógica levando-se em conta que o PT e o PMBD saíram das urnas com grandes vitorias. Em time que está ganhando, não se mexe, segundo o ditado futebolístico.

Como candidato da oposição, certamente será o senador mineiro Aécio Neves, principalmente depois da acachapante derrota sofrida por José Serra em São Paulo. Sua primeira tarefa será liderar a articulação para substituir o comando do PSDB. Aécio está alinhado com a ideia do ex-presidente FHC de que chegou a hora dos tucanos se atualizarem com a chegada de novas lideranças.

Um terceiro nome desponta como possível candidato ao Palácio do Planalto: o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, que saiu das eleições municipais como um dos maiores vitoriosos, com a conquista de prefeituras de cinco capitais e importantes cidades, como Campinas.

Os contornos mais nítidos do quadro sucessórios presidencial vão aparecer no primeiro semestre de 2013. É que até lá muita água vai correr debaixo da ponte. A presidente Dilma deverá fazer uma reforma no seu ministério, para alojar o deputado Gabriel Chalita na sua equipe de governo, e também agregar a essa equipe um integrante do PSD do prefeito Gilberto Kassab. Nomeação de Chalita já fará parte da estratégia montada pelo ex-presidente Lula para tentar desalojar os tucanos do Palácio dos Bandeirantes, em 2014. O primeiro passo já foi dado: a eleição de Fernando Haddad como prefeito da cidade de São Paulo.

Com a aproximação ao PSD, a presidente Dilma procura fortalecer a bancada governista na Câmara. Serão mais 48 deputados, que compensariam possíveis defecções de parlamentares governistas que se decepcionaram com os recentes resultados eleitorais. As eleições para renovação das mesas da Câmara e do Senado são fatores que também poderão mexer com o quadro eleitoral futuro.

Fortalecido pelos resultados das urnas, o PSB de Eduardo Campos quer ampliar sua influência no Congresso Nacional, lançando o deputado mineiro Júlio Delgado para enfrentar o deputado potiguar Henrique Eduardo Alves, já oficializado como candidato à presidência da Câmara pelas cúpulas do PMDB e PT.

Os eleitores não andam muito satisfeitos com seus parlamentares. Dos 87 deputados que entraram na corrida pelas prefeituras, apenas 25 se elegeram. Em São Paulo, foram 3 eleitos: Alberto Mourão (PSDB) em Praia Grande, Carlinhos Almeida (PT) em São José dos Campos e Jonas Donizette (PSB) em Campinas. Dos 5 senadores candidatos, nenhum foi eleito.

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