DENÚNCIA

Câmara de Cubatão rejeita pedido de cassação do prefeito

Denúncia alega que Ademário Oliveira não teria cumprido as emendas impositivas enviadas pelos vereadores


Da Redação
Publicado em 20/06/2019, às 08h55 - Atualizado em 23/08/2020, às 19h36

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SCS/CMC
SCS/CMC


A Câmara de Cubatão rejeitou o pedido de cassação do prefeito Ademário Oliveira (PSDB) na sessão de terça-feira, 18. Os vereadores leram em plenário a denúncia feita por Cícero João da Silva Júnior, que alega que o chefe do Executivo não tenha cumprido as emendas impositivas enviadas pelos vereadores.

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Toninho Vieira (PSDB) e Lalá (SD) votaram pela aceitação do pedido de cassação; enquanto o presidente da Câmara, Fábio Roxinho (MDB), Aguinaldo Araújo (PDT); Anderson de Lana (PRB), Érika Verçosa (PSDB), Ivan Hildebrando (PSB), Jair do Bar (PT), Marcinho (PSB), Rodrigo Alemão (PSDB), Sérgio Calçados (PPS) e Wilson Pio (PSDB), votaram pela não aceitação. Os vereadores Rafael Tucla (PT) e Ricardo Queixão (PDT) não compareceram a sessão.



Vereador de oposição, Toninho Vieira entende que houve improbidade administrativa. Ele justificou: “Teria obrigação de cumprir a lei, mas hoje infelizmente não cumpre”.  Lalá concordou com o colega e disse que, apesar de outros parlamentares terem emendas cumpridas, as suas não foram. “Foi citado emendas impositivas de alguns vereadores, algumas podem ter sido cumpridas, mas a minha não foi. Por isso, meu entendimento é que ele caiu na improbidade administrativa”, complementou Lalá.

Já Érika Verçosa se opôs ao fala do par, uma vez que suas emendas têm sido cumpridas. “Não posso levar a sério um pedido de cassação, onde a denúncia não condiz com a verdade”, rebate a vereadora do PSDB. Ivan Hildebrando e Rodrigo Alemão também reafirmaram a ideia de não ter motivos para votar pela cassação, pois também tiveram suas emendas impositivas destinadas aos projetos que os parlamentares enviaram ao Executivo.

Pedidos de cassação



Esta foi a segunda votação de pedidos de cassação contra o prefeito de Cubatão impetrados por Cícero João da Silva Junior. No primeiro, a Câmara rejeitou, no dia 7 de maio, a denúncia de que Ademário Oliveira teria usado inadequadamente os recursos da Contribuição de Iluminação Pública (CIP).

Em entrevistas anteriores, o prefeito afirmou existir motivação política  por trás das denúncias e que, em caso de improbidade, o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público teriam se manifestado. 

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