
Os ritos da Comissão Processante (CP), no julgamento do caso conhecido como Escândalo da Merenda de Guarujá, foram interrompidos após a Justiça manter liminar que impedia o curso do processo. Após a decisão, a prefeita Maria Antonieta de Brito pronunciou-se sobre o assunto e convidou os vereadores a promoverem um Pacto de Unidade pelo Município.
A liminar concedida pelo juiz local, Ricardo Justo, foi mantida na quarta-feira, 22, pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Leme de Campos, reafirmando a irregularidade na sessão convocada pela Comissão Processante. A CP havia sido instaurada pelo Legislativo, para apurar supostas denúncias sobre a merenda distribuída nas escolas da rede pública do município.
Em seu discurso, a prefeita disse buscar a união: “Convido aqui os vereadores a fazerem um pacto pela nossa cidade. Nossa postura deve ser de unidade e não de confronto. Não sou uma governante que desagrega, quero a união. Precisamos aumentar a arrecadação e manter serviços públicos. A população, nesse momento, não está preocupada com os embates políticos e, sim, com o asfalto que precisa chegar na sua rua, com as melhores condições nos bairros e nos serviços públicos”.
Antonieta voltou a afirmar a qualidade da merenda reconhecida pelos órgãos responsáveis, e ainda sobre a postura dos servidores, que atuam no fornecimento da alimentação para crianças e adultos, estudantes das escolas municipais, estaduais e conveniadas. Ela disse: “Em nenhum momento deixamos de prestar as informações. As questões em jogo são meramente políticas, na tentativa de antecipar a eleição que acontecerá somente em 2016. As minhas testemunhas não foram ouvidas, servidores de carreira, gente que tem história no serviço público, e jamais iria manchar sua carreira profissional. Apontei a necessidade de uma perícia técnica que não foi feita e sobre os preços praticados não estarem em desacordo com o mercado. Todos sabem que o processo de compra pública não é igual a uma compra comum”.
A chefe do Executivo acredita que esse é o momento de adotar uma postura de bom senso e conciliação: “Essa é a hora de continuar tocando nossas ações, buscando recursos para realizar os serviços que a população mais anseia e responder às necessidades. É preciso respeitar cada um dos cidadãos, criar um pacto de unidade para avançarmos em torno do interesse da população. É necessário olhar para frente e assumir nossa responsabilidade, enquanto ente político, unir pela governabilidade da cidade e em defesa da nossa população”.