
Foto JCN
O vereador e prefeito eleito em Cubatão, nas eleições de 2 de outubro, Ademário da Silva Oliveira (PSDB), foi o entrevistado do programa Café da Manhã de sexta-feira, dia 14. Ele fez avaliação da atual administração no município e abordou alguns dos desafios a ser enfrentados, após o dia 1º de janeiro de 2017.
O peessedebista disse que gostaria de receber a prefeitura com bons índices, mas não será a realidade. “A cidade, hoje, está literalmente falida. Eles (atual administração) quebraram a cidade e não deixaram um legado. Hoje, temos uma cidade largada, com invasões generalizadas”. De acordo com Ademário, Cubatão tem uma média de 50 novas invasões por dia, e todos os índices caíram na gestão da prefeita Márcia Rosa (PT), uma vez que não paga servidor público e empresas públicas estão sem receber.
Com relação à transição da equipe, o próximo chefe do Executivo disse que ainda não se encontrou com a atual prefeita para discutir o assunto. “Nós ainda estamos na parte formal; estou apresentando a lista das pessoas que vão compor a administração. Não conversei pessoalmente, ainda, com a prefeita, mas, em breve, devemos nos reunir publicamente para conversarmos sobre o processo de transição”.
Diante do atual cenário em que receberá a cidade para administrá-la, o prefeito eleito afirma que terá muitos desafios. “Eu não vou ficar no muro das lamentações e também não vou olhar no retrovisor e colocar a culpa em quem passou”.
No maior polo industrial da América Latina, Cubatão também passa por problemas, como o fechamento de empresas e o desemprego. “O polo industrial, que um dia foi símbolo de riqueza, hoje passa por um processo de degradação. Inclusive, nós temos que ter ousadia de buscarmos fontes alternativas. Fomos até o Sebrae e buscamos parcerias de qualificação para o microempreendedor individual, as empresas de pequenos portes e as microempresas, um setor que emprega mais de 48%”.
Sabe-se que um dos maiores problemas de Cubatão é a saúde e o hospital da cidade sofre com a grave crise financeira. “O hospital com capacidade para 250 leitos, parcialmente fechado, só tem quatro pessoas internadas”. Para administrar a saúde da cidade, Ademário afirmou que usará transparência, gestão eficiente e modernização. “Fazer uma integração real do sistema de saúde. Hoje, não tem mais conexão entre a Secretaria e o hospital, nem do hospital com a policlínica, nem da policlínica com as UBS. Tudo desconectado”.
A área da habitação também foi comentada pelo prefeito eleito. Uma das medidas, não em curto prazo, como já adiantou, será recuperar áreas, como a da Vila Esperança. “É triste você saber que foi o maior crime social de Cubatão: o projeto de urbanização da Vila Esperança, perdido pelo governo da atual administração. A gente lamenta muito, porque tinha a Vila Esperança e o projeto Guará Vermelho, da Vila dos Pescadores, e não foi nada para a frente”.