Política

"A violência policial é uma forma de criminalidade", afirma Sarrubbo

.Em entrevista concedida nesta segunda-feira (27/7) ao "Jornal da Manhã", na Rádio Jovem Pan, o procurador-geral de Justiça, Mario ...


Da Redação
Publicado em 27/07/2020, às 07h05 - Atualizado em 24/08/2020, às 00h25

FacebookTwitterWhatsApp

Divulgação / MP
Divulgação / MP


.

Em entrevista concedida nesta segunda-feira (27/7) ao "Jornal da Manhã", na Rádio Jovem Pan, o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, externou a preocupação do Ministério Público de São Paulo com o crescimento registrado recentemente dos números relativos à letalidade das forças de segurança. "Queremos uma polícia absolutamente republicana. A violência policial é uma forma de criminalidade. É necessário que a cadeia de comando também seja punida", declarou Sarrubbo.

De acordo com o PGJ, "sinais vêm sendo dados de todos os lados" no sentido de reforçar a ideia de que o uso da violência é uma forma de conter a criminalidade, o que não procede. "A força tem que ser empregada na exata medida", preconizou Sarrubbo. Ele disse que uma "ação policial de absoluto sucesso" resulta na prisão, não no evento morte.  Na semana passada, segundo relatou ao jornalista Thiago Uberreich e aos comentaristas Joel Pinheiro da Fonseca e Rodrigo Constantino, o PGJ reuniu-se com a cúpula da Secretaria de Estado da Segurança e foi informado sobre as providências que o comando da PM tem tomado para reduzir os casos de letalidade. Ele afirmou que não se deve "demonizar" a corporação, que tem mais de 80 mil homens. "Não há uma condenação contra a polícia como um todo", sublinhou.

Na entrevista, Sarrubbo explicou como o MPSP vem enfrentando a questão. "O Ministério Público tem feito a sua parte. Existem casos acima do tolerável e isso tem que ser punido", disse, destacando que a instituição vem designando promotores para acompanhar as investigações desde o princípio. Sarrubbo esclareceu também o teor da nota técnica do MPSP editada na semana passada. O documento indica que, na fase pré-processual, a investigação sobre eventual excesso praticado por policial militar deve prosseguir, mesmo que o investigado não constitua advogado. Para o PGJ, é necessário deixar de lado a expansão do uso de armas por parte da população. "Estamos indo na contramão das boas práticas", concluiu.



Fonte: MPSP

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!