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Negócios

Apenas 3% das startups são dirigidas por mulheres

Perfil mais conservador das gestoras traz maior segurança ao investidor que valoriza também o foco superior nos detalhes da operação

DINO
27/01/2022 às 14:19.
Atualizado em 27/01/2022 às 14:19
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Ao realizar o processo de seleção de startups para lançar suas primeiras ofertas de equity crowdfunding, a plataforma Efund Investimentos avaliou 400 empresas e constatou, na prática, o desequilíbrio de gênero existente no ecossistema de inovação brasileiro, uma vez que apenas 12 das candidatas avaliadas haviam sido fundadas por mulheres ou possuem executivas na direção. O resultado vai na direção de um levantamento recente, feito pela BR Rating, primeira agência de rating de governança corporativa do Brasil. Segundo o estudo, que envolveu 486 empresas, sendo 59% de capital nacional e 41% multinacionais, apenas 3,5% das corporações têm mulheres atuando como CEOs no país. O sócio-fundador da Efund, Igor Romeiro, explica que essa defasagem, no caso das startups, é vista como desperdício de diferencial competitivo na busca por financiamento já que, apoiados por diversos estudos, os investidores costumam valorizar a gestão feminina por aspectos relacionados a, por exemplo, um maior conservadorismo no uso dos recursos conquistados e uma atuação mais detalhista no desenvolvimento da operação. Ele comenta que a Efund adotou, como uma de suas principais teses de investimento, uma avaliação rígida sobre todos os aspectos que envolvem as startups que serão ofertadas aos investidores na plataforma. "Neste sentido, sentimos falta de mais mulheres conduzindo os projetos porque sabemos que a presença delas costuma ser um fator de ganho de eficiência", diz. Romeiro cita como exemplo um estudo feito pelo fundo de capital de risco First Round Capital, segundo o qual as startups fundadas por mulheres apresentam performance 63% superior. Outro trabalho mencionado foi o do Boston Consulting Group. Ele demonstra que a cada dólar que uma mulher fundadora ou cofundadora levanta, ela gera 2,5 vezes mais receita do que um fundador do gênero masculino. "Na Efund, nós acreditamos que essa melhor performance se deve ao fato de a mulher conseguir se organizar melhor para realizar as várias tarefas que um cargo executivo demanda, sem perder o foco. Elas também são mais habilidosas e diplomáticas, aspecto muito importante para resolver conflitos e problemas", afirma. Um exemplo de sucesso de startup com uma mulher no comando é a Vá de Táxi, plataforma que só atua com taxistas e que se reinventou em boa parte devido ao trabalho e à visão de mercado de sua CEO, Glória Miranda. À frente da plataforma desde novembro de 2019, ela comanda a transformação do aplicativo que está deixando de ser apenas de mobilidade para se tornar uma plataforma de serviços. Com a concorrência de aplicativos de motoristas e a queda na demanda por causa da pandemia, os taxistas tiveram grande perda de renda. A saída foi agregar serviços diferenciados. Cerca de 200 taxistas de São Paulo, integrantes da Vá de Táxi, receberam treinamento para prestar serviços a clientes de seguradoras como trocar pneus, recarregar baterias, entre outros. A ideia foi bem-sucedida e em breve será expandida para outras capitais. Além de expandir para outras localidades, Glória já trabalha na ampliação do leque de serviços a serem prestados. Os taxistas também serão treinados para serviços residenciais como trocar sifão de uma pia, instalar uma prateleira e trocar torneiras. "Assumi a Vá de Táxi com um objetivo muito claro, que era expandir a empresa, não só no corporativo, que sempre foi nosso foco, mas também para o mercado pessoa física. Durante a pandemia, a gente teve de repensar nosso modelo de negócios e expandimos não só para mobilidade, mas também para o mercado de serviços. Uma experiência sensacional", afirma Glória. Ronald Bozza, sócio da BR Rating, entende que há uma evolução no mercado, mesmo que tímida. "Se fizermos um novo levantamento em 2022, acredito que haverá mais mulheres em posição de comando. Elas já ocupam posições de destaque nos Conselhos de Administração. Aos poucos elas crescem e se empoderam", conclui.

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