Deu positivo

Velejador Jorge Zarif é pego em antidoping a seis meses de Tóquio 2020

O atleta admitiu que fez uso de substâncias proibida em tratamento médico


Cláudia Soares Rodrigues/ Agência Brasil
Publicado em 17/01/2020, às 10h19 - Atualizado em 23/08/2020, às 21h35

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Pedro Martinez / World Sailing
Pedro Martinez / World Sailing


A delegação brasileira corre o risco de ficar sem um dos seus principais atletas da Vela nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que começam em 24 de julho, no Japão. O velejador paulista Jorge Zarif, campeão mundial da classe Finn em 2013, foi flagrado no exame antidoping com a substância proibida tamoxifeno. O resultado do exame foi revelado na tarde de quinta-feira, 16. O teste foi realizado em agosto do ano passado, quando o atleta participou do evento teste da modalidade na Baía de Enoshima, onde ocorrerão as disputas de vela na Olimpíada do Japão.

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Por meio de um comunicado divulgado por sua assessoria de imprensa na conta pessoal de Zarif, no Instagram, o atleta reconheceu que fez uso da substância proibida em tratamento médico e se colocou em suspensão preventivamente pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Com a opção pela suspensão preventiva, caso Zarif venha a ser punido pela Wada (Agência Mundial Anti-Doping), o prazo de punição passa a valer a partir da data desta quinta (16). Se o atleta for  suspenso por seis meses, ele poderá retornar às atividades a tempo de participar da Olimpíada de Tóquio. 



O velejador explicou no comunicado que fez uso da substância tamoxifeno, durante 20 dias de junho passado, sob orientação médica. Ele explicou que se submeteu ao tratamento devido a uma ginecomastia bilateral (aumento do tecido mamário em homens) que lhe causava dores e limitava seus movimentos. Zarif esclareceu ainda que optou pelo tratamento medicamentoso para evitar um procedimento cirúrgico, que poderia afastá-lo de atividades físicas por 45 dias. 

Em maio do ano passado,  o velejador de 27 anos garantiu uma vaga para o Brasil na classe Finn (barco de 17 pés) ao se classificar para a medal race (corrida por medalha) do campeonato europeu, em Atenas (Grécia). Ao se colocar em suspensão preventiva, Zarif deixa a critério da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) levar outro velejador para a Olimpíada de Tóquio.

Confira abaixo o comunicado do atleta:



Jorge Zarif informa que nesta data aceitou ser suspenso preventivamente pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem - ABCD, em decorrência de um resultado analítico adverso para a substância tamoxifeno.O atleta esclarece que em junho de 2019 submeteu-se a um tratamento indicado por seu mastologista, contendo a substância Tamoxifeno, para combater sintomas de ginecomastia bilateral que lhe causavam dores e debilitavam seus movimentos. Explica que se preparava para campeonatos importantes e o medicamento era a alternativa de tratamento para uma cirurgia que o afastaria das competições em torno de 45 dias. Zarif testou positivo para a substância em um evento-teste na raia de Enoshima, no Japão, um mês e meio após o término de seu tratamento.Jorge Zarif está de posse de todos os documentos e históricos médicos que comprovam o quadro de ginecomastia bilateral, incluindo fotos, exames e recomendações de cirurgia por mais de um profissional da área médica.Depoimento: “Gostaria de esclarecer o ocorrido no Japão, e ressaltar que jamais fiz uso de uma substância proibida para obter qualquer vantagem indevida. Fiz uso do Tamoxifeno para tratar de uma condição médica que estava me deixando com dor e com os movimentos limitados.

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