Caroline De Toni denuncia: "Tem uma clara demonstração de que foi entregue para a oposição para cassar o Bolsonaro"

A deputada federal Caroline De Toni, do PSL de Santa Catarina, denunciou em entrevista, o que ela chamou de "arbitrariedades do presidente da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) das Fake News", senador Ângelo Coronel do PSD da Bahia. "Tem uma clara demonstração de que foi entregue para a oposição para cassar o Bolsonaro, tanto que a deputada Maria do Rosário, na CCJ, falou isso. Que eles vão pedir a impugnação do mandado do presidente com base nesta CPI".
No mesmo vídeo em que a deputada Caroline denúncia a intenção da oposição de usar a CPI das Fake News para cassar o mandato do presidente Jair Bolsonaro, aparece trecho em que, Maria do Rosário, deputada federal pelo Partido dos Trabalhos, diz durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que "ou este país vai declarar que as eleições de 2018 foram fraudadas pelas fake news, pelas mentiras, e por isso tanto medo do governo com as fake news e portanto o Bolsonaro não é legitimamente presidente, ou nós vamos ter um impeachment".
Durante sessão realizada na última quarta-feira, 25, Ângelo Coronel comandou a aprovação em bloco de mais de 80 requerimentos. "Foram aprovados em bloco na CPI da Censura sem que houvesse acordo para isso" denuncia a Caroline. "O presidente fez de conta que não ouvia minhas intervenções regimentais. A censura não tem limites! Tomaremos providências para as arbitrariedades do presidente."
Mais de 80 requerimentos foram aprovados em bloco na CPI da Censura sem que houvesse acordo para isso. O presidente fez de conta que não ouvia minhas intervenções regimentais. A censura não tem limites!Tomaremos providências para as arbitrariedades do presidente. #CensuraNÃOpic.twitter.com/VGAtqDkXBz
— Caroline De Toni (@CarolDeToni) September 26, 2019O deputado federal Eduardo Bolsonaro do PSL de São Paulo, através de suas redes sociais alerta para o caminho que a CPMI vem tomando: "Mesmo sem fundamentos o PT entrou no TSE pedindo impugnação da campanha de JB por disparos em massa de Whatsapp usando fake news. Eles sabem que isso é mentira e que para vencer o PT basta dizer a verdade. No entanto, a CPMI das fake news irá pelo caminho - de novo."
Mesmo sem fundamentos o PT entrou no TSE pedindo impugnação da campanha de JB por disparos em massa de whatsapp usando fake news. Eles sabem que isso é mentira e que para vencer o PT basta dizer a verdade.No entanto, a CPMI das fake news irá pelo caminho - de novo.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 29, 2019Para o jornalista Daniel Lopez, a CPI das Fake News vai acabar com o Brasil: "Pessoal, estou avisando todos os dias aqui: essa #CPIdaCensura vai acabar com o Brasil. Precisamos apoiar o trabalho dos deputados @CarolDeToni e @filipebarrost"
Pessoal, estou avisando todos os dias aqui: essa #CPIdaCensura vai acabar com o Brasil. Precisamos apoiar o trabalho dos deputados @CarolDeToni e @filipebarrost com toda a nossa força. Sem isso, a esquerda volta ao poder em 2020 nos municípios e, depois, em 2022 na presidência. https://t.co/KDJQN61f9x
— Daniel Lopez (@Daniel_L_Lopez) September 26, 2019O senador Angelo vem sendo acusado, por apoiadores do governo, de comandar um “tribunal de exceção” contra o presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista ao jornal o Globo Angelo Coronel disse "que a comissão não tem candidaturas à Presidência em 2018 como alvo e que seu objetivo é coibir notícias mentirosas, criando leis para punir quem as espalha e empresas usadas para impulsioná-las".
Questionado durante a entrevista se convocaria Jair Bolsonaro para depor o senador apontou para o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ): “Seria um prazer grande receber o presidente (Jair Bolsonaro) na CPI. Mas, como ele já disse que quem cuidava das redes era o filho, talvez nem valesse a pena trazê-lo, já que ele disse que o filho era o grande maestro”.
Questionado se a votação dos 86 requerimentos da oposição em bloco não seria atropelar Angelo afirmou que "o regimento permite votar os requerimentos em bloco. O regimento é claro e só o segui. Podia ter um ou mil requerimentos que o rito seria o mesmo. Propus ao PSL que apresentasse os requerimentos dele na reunião, que votaríamos, para dar um equilíbrio na CPI. Eles disseram que não dava tempo. Eu disse que esperava. Mas, infelizmente, não protocolaram. Se protocolarem, vou pautar. Agora, cabe a eles também, arranjar os votos, têm de trazer a tropa de choque deles para aprovar. Se não tem um orquestração da base do governo, não será Angelo Coronel, presidente da CPI, que vai orquestrar, que vai colocar o tom da música que vamos ouvir na CPI".
Na mesma entrevista Ângelo ironizou a insatisfação do PSL com a votação: "há um termo conhecido como jus esperniandi, o direito de espernear. Os deputados que se sentiram prejudicados com a minha condução têm no Supremo o foro ideal para contestar".