Quem mandou matar Marielle Franco? Polícia Civil prende mais quatro

O grupo é acusado de ter ocultado armas usadas pela quadrilha, entre elas possivelmente a submetralhadora HK MP5 que teria sido usada para matar Marielle e Anderson


Da Redação
Publicado em 03/10/2019, às 14h46 - Atualizado em 23/08/2020, às 20h24

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Bruno Figueiredo, cunhado de Ronnie Lessa, chega à delegacia
Bruno Figueiredo, cunhado de Ronnie Lessa, chega à delegacia


Imagem acervo site

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), realizou, nesta quinta-feira, 3, operação que é desdobramento das investigações dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. A ação visava o cumprimento de cinco mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. Todos os mandados foram cumpridos.

A operação policial que resultou na prisão dos quatro suspeitos e tem como objetivo elucidar o mistério de quem mandou matar Marielle Franco foi tema do programa Opinião 2.0 desta quinta-feira, transmitido pela TV Costa Norte de segunda a sexta-feira, ao 12h. O programa trouxe imagens do momento exato da prisão de alguns dos acusados e o momento em que todos chegam, um a um, na delegacia de polícia. 



Imagens publicadas ainda na manhã desta quinta, 3, no perfil do Twitter do jornal O Globo Rio mostram a ação dos policiais e a chegada dos presos na delegacia de polícia. 

Além do policial militar reformado Ronnie Lessa, que já se encontra preso acusado de ter executado Marielle e Anderson, os demais alvos são: Elaine Lessa (mulher de Ronnie), Bruno Figueiredo (irmão de Elaine), Márcio Montavano, o “Márcio Gordo” e Josinaldo Freitas, o “Di Jaca”. Os crimes são obstrução de justiça, porte de arma e associação criminosa.

O grupo é acusado de ter ocultado armas usadas pela quadrilha, entre elas possivelmente a submetralhadora HK MP5 que teria sido usada para matar Marielle e Anderson. Segundo investigações da Delegacia de Homicídios da Capital, o grupo teria executado o plano de jogar as armas nas águas da Barra da Tijuca, próximo às Ilhas Tijucas, sob o comando de Elaine Lessa. O armamento foi lançado ao mar dois dias depois das prisões de Ronnie e do ex-PM Élcio de Queiroz, ocorridas em 12 de março deste ano.



De acordo com o inquérito da DHC, um dia após as prisões, em 13/03, “Márcio Gordo” tirou uma caixa com armas de um apartamento no bairro da Pechincha, na Zona Oeste do Rio, onde funcionava a oficina da quadrilha para a montagem de armamento. No dia seguinte, 14/03, “Márcio Gordo” levou essas e outras armas até “Di Jaca”, que havia contratado o serviço de um taxista para transportá-las até o Quebra-Mar, de onde saiu o barco que levou o material até o oceano. Já Bruno Figueiredo ajudou "Márcio Gordo" na execução do plano.

Em depoimento à DHC, um pescador revelou que foi contratado por um homem, identificado depois como “Di Jaca”, recebendo R$ 300 para levá-lo ao local onde “fuzis e pequenas caixas”, que estavam em uma mala e em uma caixa, fossem jogadas próximas às Ilhas Tijucas. Com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha, foram realizadas buscas no local, mas nada foi encontrado. A grande profundidade e as águas muito turvas dificultaram o trabalho.

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