Identificadas no Ceará três colônias de coral-sol, espécie considerada praga pelo estrago que pode causar à vida marinha. Caso é alarmante, diz pesquisador

O coral-sol, uma espécie invasora de coral, foi identificado pela primeira vez no litoral cearense por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC). A espécie é considerada um risco à vida marinha e às atividades econômicas que dela dependem, como pesca e turismo.
Nadadores gravaram os corais a cerca de 30 quilômetros da costa da cidade de Paracaru, que fica a cerca de 80 quilômetros de Fortaleza. Em análise das imagens, cientistas da UFC identificaram o coral-sol, tido como praga marinha.
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Em entrevista ao Diário do Nordeste nesta quinta (10), Marcelo Soares, professor de Ciências do Mar da Universidade, disse que o coral foi identificado em três pontos: dois restos de naufrágio na costa de cidades próximas e em uma plataforma de óleo em Paracaru. Ele alertou para a possibilidade de o coral estar se espalhando silenciosamente no litoral da região.
O pesquisador acredita que a espécie possa ter surgido no mar da região há cerca de cinco anos. Não se sabe ao certo como a espécie chegou lá, mas especula-se que ela tenha se proliferado no casco de alguma embarcação. Segundo o pesquisador, no entanto, são necessários mais estudos que possam comprovar a hipótese.
Ao se espalhar pelo ambiente, a espécie, nativa do oceano indo-pacífico, pode impactar o sensível ecossistema marítimo da região, reduzindo o número de espécies, o que afeta a atividade pesqueira e turística.
Fora isso, diz o pesquisador, ao se alastrar rapidamente por plataformas de óleo e pelo casco de embarcações, a presença do coral-sol acaba encarecendo a manutenção, o que se reflete no preço final dos produtos ou serviços relacionados.
De acordo com o cientista, há registros de aparições de colônias da mesma espécie no litoral do Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. Nestes estados, disse, as infestações foram contidas com apoio de mergulhadores e pescadores.
O problema é que as colônias do Ceará estão a uma profundidade de 30 metros, seis vezes a profundidade das colônias nos outros estados, que variavam entre 5 e 6 metros.
Com informações de Diário do Nordesta | André Costa
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