Por Claudio Coletti
O PMDB e o PT que, juntos, lideraram a campanha de reeleição de Dilma Rousseff e Michel Temer, declararam–se em guerra para assumir o comando da Câmara dos Deputados, no biênio 2015-2016. O candidato peemedebista, líder da bancada, deputado Eduardo Cunha (RJ), já está em campo em busca de adesões. Mote da sua campanha: ‘’Temos que evitar a hegemonia do PT no Executivo e no Legislativo ao mesmo tempo’’. O PT, por seu lado, argumenta que, por ter a maior bancada (70 deputados), tem o direito histórico de indicar o próximo presidente da Câmara. Quer saber quem é realmente seu aliado: quem está com o governo Dilma para o que der e vier. O PT conta com a formação do segundo governo de Dilma para atrair adeptos para o seu candidato a comandar a casa. Esse nome ainda é desconhecido. A oposição – PSDB, DEM e PPS – já decidiu que vai tentar viabilizar uma terceira via nesta disputa, com o apoio de várias legendas nanicas. Caso não tenha êxito nesta estratégia, a tendência é apoiar o candidato do PMDB Eduardo Cunha, com o compromisso dele de que não se atrelará às decisões do Palácio do Planalto. No Senado, o candidato à sua presidência sairá certamente da bancada do PMDB. Os oposicionistas, liderados pelo senador Aécio Neves, querem evitar que a presidência do Senado continue nas mãos do senador Renan Calheiros (AL), ligadíssimo à presidente Dilma. O nome cogitado é o do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) que, se conseguir alguns votos dentro de sua bancada, tem grande chance de ser o vitorioso.