"Se não houver resposta concreta, no dia 1º de novembro o Brasil todo ficará parado, principalmente Santos", afirma presidente de sindicato que lembra da grande greve dos caminhoneiros de 2018

"Se não houver resposta concreta do governo em cima dos direitos dos caminhoneiros autônomos no dia 1º de novembro, o Brasil todo ficará parado, principalmente Santos", foi o que afirmou Luciano Santos, presidente do Sindicam (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira)
A fala de Luciano aconteceu no encerramento de um evento online chamado Broadcast Agro e aumentou a pressão após a declaração do "estado de greve", instituído a partir do último sábado (16), no qual representantes de classe reforçaram que uma possível paralisação ocorrerá "principalmente" em Santos.
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Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), explica que o "estado de greve significa dizer para o governo Bolsonaro que o prazo de três anos que ele teve para desenvolver e melhorar a vida do transportador autônomo não foi cumprido. Ainda serão dados mais 15 dias para que a pauta de reivindicações seja aplicada para os caminhoneiros".
Se a promessa de paralisação se concretizar, o ato previsto para 1º de novembro será o primeiro movimento conjunto das entidades que representam os caminhoneiros desde a grande greve de 2018, que paralisou o Brasil e provocou o desabastecimento em diversas regiões.
Caso o Porto de Santos, responsável por mais de 30% das exportações nacionais, seja afetado como prometido, a tão esperada retomada econômica pode ser duramente afetada.
Litti afirma que é crescente o descontentamento com o Governo Federal e que a solução para evitar esta paralisação está nas mãos do governo Bolsonaro. "Tem de haver resposta concreta para o caminhoneiro. A resposta está na mão do governo". Ele completa dizendo que "a categoria passa por momento de dificuldade nunca visto como em três anos de desgoverno Bolsonaro. É esse chamamento que tem respaldo de 1 milhão de trabalhadores e da sociedade que virá conosco".