Cobrança extra de energia a cada 100 kWh entra em vigor em todo o país; Neoenergia Elektro orienta população a adotar medidas de economia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária vermelha, no patamar 2, será aplicada em todo o país a partir de 1º de agosto. Com a medida, o consumidor pagará um adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O reajuste tem como justificativa o risco hidrológico, intensificado pela redução no volume de chuvas nas regiões das principais hidrelétricas.
Com a mudança, a Neoenergia Elektro, empresa responsável por fornecer energia elétrica em parte do litoral de São Paulo, destacou a necessidade de uso racional da energia elétrica. A concessionária alerta para a importância de medidas simples, que ajudam a conter o impacto da tarifa e contribuem para a sustentabilidade. Segundo a empresa, o consumo consciente evita surpresas na fatura e alivia o orçamento doméstico.
Entre as recomendações estão apagar luzes ao deixar os ambientes, dar preferência às lâmpadas de LED e valorizar a iluminação natural. Cuidados com eletrodomésticos também influenciam na economia, como manter a geladeira fechada, evitar colocar alimentos quentes no interior dela e usar o ferro elétrico apenas quando necessário.
A orientação inclui ainda a utilização da posição 'verão' no chuveiro elétrico, reunir roupas para lavar e passar de uma vez só, desligar aparelhos eletrônicos da tomada quando não utilizados e escolher produtos com selo Procel. O uso do modo de economia de energia em computadores e notebooks também representa uma boa prática.
Além disso, a Neoenergia Elektro sugere manutenções periódicas nas instalações elétricas. A ação preventiva garante maior eficiência no consumo e evita riscos. A distribuidora reforça que o momento exige colaboração de todos, com responsabilidade no uso dos recursos disponíveis.
Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada que possibilita aos consumidores o bom uso da energia elétrica. Além disso, esse custo é pago de imediato nas faturas de energia, o que desonera o consumidor do pagamento de juros da taxa Selic sobre o custo da energia nos processos tarifários de reajuste e revisão tarifária.
A Aneel estima que, desde que as bandeiras foram criadas, elas geraram uma economia de R$ 4 bilhões aos consumidores de todo o país, porque evitam a incidência de juros sobre os custos de geração nos momentos menos favoráveis.
As bandeiras dão transparência ao custo real da energia e permitem ao consumidor se programar e ter um consumo mais consciente. Antes, ele não sabia que a energia estava mais cara. Agora ele sabe e pode se programar.