Presidente buscou sua motocicleta no feriado de Finados, em uma concessionária Honda de Brasília

O presidente Jair Bolsonaro comprou uma moto na manhã de sábado, 2, em uma concessionária Honda de Brasília, a 14 km do Palácio da Alvorada. Quando foi buscar a sua encomenda, feita há aproximadamente 20 dias, ele brincou com os jornalistas. Ao ser questionado se voltaria ou andaria na moto, ele disse: "Não, comprei a moto para andar de barco".
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Segundo informado pela Agência Estado, o modelo adquirido por Bolsonaro é uma Honda NC 750X azul, cujo preço de mercado é R$ 33.980,00, pelo site oficial da marca. O proprietário do estabelecimento informou que o presidente negociou bastante o preço, e obteve um desconto superior a 10% no valor.
Antes mesmo de sair da residência oficial, Bolsonaro contou ter pago a moto com seu próprio cartão e, na loja, negou que tenha usado o cartão corporativo e disse ter economias para poder bancar a compra. Disse ele: "Eu estou com uma boa poupança. Eu estou com uns R$ 400 mil na poupança. Pô, eu tô rico. Eu tô rico, tá certo?".
Ainda, segundo ele, a moto deve ser utilizada apenas para andar no entorno do Palácio do Alvorada. "Não pretendo sair pra fora (do Palácio). Não pretendo, deixar bem claro". Ainda na loja, ele reconheceu que havia risco de andar pela cidade na moto. "É muito grande (o risco), não como um piloto normal, mas de gente que não gosta da gente."
Acelerador
O presidente deixou a concessionária pilotando a moto recém-adquirida e sob forte esquema de segurança. Ele vestia uma jaqueta e luvas pretas de couro e um capacete com o brasão da República e o nome 'Jair Bolsonaro' gravados na parte traseira. Segundo ele, foi um 'brinde' da concessionária.
"Tá aprovada (a moto). Vou ser garoto-propaganda da Honda agora, é isso mesmo? Tá aprovada. Foi tranquilo (o passeio), readaptando. Tem quase 10 anos que não ando de moto. Tenho um prazer indescritível em pilotar uma moto, saltar de paraquedas, mergulhar", disse o presidente.
Ele não descartou uma próxima aventura: a de saltar de paraquedas. "Pela minha idade, eu só poderia saltar dentro da água para evitar um choque, fraturar algum osso. Quem sabe? Havendo oportunidade, vou relembrar meu tempo de quando estava na ativa e saltar na água. Quem sabe no Rio de Janeiro, lá na Barra da Tijuca?", afirmou.
Brincalhão, o presidente ainda disse aos jornalistas que não havia pedido autorização da mulher, Michelle, para buscar a moto na concessionária. Disse ele: "Eu não sei o que me espera na chegada, e eu sei que a barra é pesada em casa", riu.
Com informações da Agência Estado