NOTA DE REPÚDIO

Censura: Associação Nacional de Jornais critica Justiça do Amazonas por ato antidemocrático

"inadmissível na democracia", afirma associação sobre decisão do judiciário


Da redação
Publicado em 07/02/2022, às 10h09 - Atualizado às 10h51

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Juiz mandou bloquear R$ 1,8 milhão da Editora Globo por julgar que o sistema de comunicação estava atacando empresa de saúde. Censura: Associação Nacional de Jornais critica a justiça do Amazonas por ato antidemocrático Balcão de atendimento da Editora Glo - Reprodução/Acervo Editora Globo
Juiz mandou bloquear R$ 1,8 milhão da Editora Globo por julgar que o sistema de comunicação estava atacando empresa de saúde. Censura: Associação Nacional de Jornais critica a justiça do Amazonas por ato antidemocrático Balcão de atendimento da Editora Glo - Reprodução/Acervo Editora Globo


A Associação Nacional de Jornais (ANJ), criticou a Justiça do Amazonas e afirmou em uma nota de repúdio enviada à imprensa, neste sábado (5), que houve tentativa de intimidação contra o trabalho jornalístico, após a divulgação de uma série de reportagens publicadas no jornal O Globo sobre supostas fraudes e violações éticas nas unidades médicas Samel e o uso da droga proxalutamida em pacientes infectados por covid-19.

As matérias estão no blog da colunista Malu Gaspar, que junto com o diretor de redação, Alan Gripp, teve um pedido de prisão, feito pela Samel. A ANJ ressaltou no documento que a prisão de jornalistas que cumprem a missão de informar as pessoas é um ato antidemocrático.

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No início do mês o juiz Manuel Amaro de Lima, da 3ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho de Manaus, mandou bloquear R$ 1,8 milhão da Editora Globo, por julgar que o sistema de comunicação estava atacando a empresa de saúde.

Leia a nota na íntegra

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) considera tentativa de intimidação ao trabalho jornalístico a ofensiva judicial da rede de hospitais Samel contra O Globo e condena como atos inconstitucionais de censura judicial as decisões tomadas pela Justiça do Amazonas em relação às reportagens realizadas pelo jornal sobre indícios de fraude e violações éticas em unidades da Samel.

A ANJ manifesta profunda indignação com o pedido da Samel, negado pela Justiça, de prisão do diretor de Redação do jornal, Alan Gripp, e da repórter Malu Gaspar. A prisão de jornalistas que cumprem integralmente sua missão de levar aos cidadãos informações de seu interesse é inadmissível na democracia.



A ANJ recorda que, em novembro do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes já havia cassado decisões da Justiça do Amazonas neste caso, considerando-as atentatórias à liberdade de imprensa.

A ANJ espera que o Poder Judiciário brasileiro, nas instâncias onde cabem recursos, encerre em definitivo essa lamentável ofensiva contra a liberdade de imprensa e ao papel do jornalismo de divulgar informações de interesse público.



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