Além de Ronnie Lessa, foram presos Elaine Lessa (mulher de Ronnie), Bruno Figueiredo (irmão de Elaine), Márcio Montavano, o “Márcio Gordo” e Josinaldo Freitas, o “Di Jaca”

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), realizou, nesta quinta-feira, 3, operação que é desdobramento das investigações dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. A ação visava o cumprimento de cinco mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. Todos os mandados foram cumpridos.
As prisões são um importante passo nas investigações que visam descobrir quem mandou matar Marielle.
Além do policial militar reformado Ronnie Lessa, que já se encontra preso acusado de ter executado Marielle e Anderson, os demais alvos são: Elaine Lessa (mulher de Ronnie), Bruno Figueiredo (irmão de Elaine), Márcio Montavano, o “Márcio Gordo” e Josinaldo Freitas, o “Di Jaca”. Os crimes são obstrução de justiça, porte de arma e associação criminosa.
Imagens publicadas ainda na manhã desta quinta, 3, no perfil do Twitter do jornal O Globo Rio mostram a ação dos policiais e a chegada dos presos na delegacia de polícia. Neste vídeo, publicado por volta das 7h, imagens mostram policiais na casa de Elaine Lessa, suspeita de envolvimento nas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes.
Veja imagens da prisão de Djaca, um dos suspeitos de envolvimento no caso Marielle (imagens: Diego Brum) pic.twitter.com/ANOwCkraDT
— O Globo_Rio (@OGlobo_Rio) October 3, 2019Elaine de Figueiredo Lessa, esposa de Ronnie Lessa, chega à DH da Barra.
Elaine de Figueiredo Lessa, esposa de Ronnie Lessa, chega à DH da Barra pic.twitter.com/WBqSREg58h
— O Globo_Rio (@OGlobo_Rio) October 3, 2019O grupo é acusado de ter ocultado armas usadas pela quadrilha, entre elas possivelmente a submetralhadora HK MP5 que teria sido usada para matar Marielle e Anderson. Segundo investigações da Delegacia de Homicídios da Capital, o grupo teria executado o plano de jogar as armas nas águas da Barra da Tijuca, próximo às Ilhas Tijucas, sob o comando de Elaine Lessa. O armamento foi lançado ao mar dois dias depois das prisões de Ronnie e do ex-PM Élcio de Queiroz, ocorridas em 12 de março deste ano.
Veja imagens da prisão de Djaca, um dos suspeitos de envolvimento no caso Marielle (imagens: Diego Brum)
Veja imagens da prisão de Djaca, um dos suspeitos de envolvimento no caso Marielle (imagens: Diego Brum) pic.twitter.com/ANOwCkraDT
— O Globo_Rio (@OGlobo_Rio) October 3, 2019De acordo com o inquérito da DHC, um dia após as prisões, em 13/03, “Márcio Gordo” tirou uma caixa com armas de um apartamento no bairro da Pechincha, na Zona Oeste do Rio, onde funcionava a oficina da quadrilha para a montagem de armamento. No dia seguinte, 14/03, “Márcio Gordo” levou essas e outras armas até “Di Jaca”, que havia contratado o serviço de um taxista para transportá-las até o Quebra-Mar, de onde saiu o barco que levou o material até o oceano. Já Bruno Figueiredo ajudou "Márcio Gordo" na execução do plano.
Veja a chegada de José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo, à DH da Barra
Veja a chegada de José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo, à DH da Barra pic.twitter.com/DZ7M0rTD2l
— O Globo_Rio (@OGlobo_Rio) October 3, 2019Em depoimento à DHC, um pescador revelou que foi contratado por um homem, identificado depois como “Di Jaca”, recebendo R$ 300 para levá-lo ao local onde “fuzis e pequenas caixas”, que estavam em uma mala e em uma caixa, fossem jogadas próximas às Ilhas Tijucas. Com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha, foram realizadas buscas no local, mas nada foi encontrado. A grande profundidade e as águas muito turvas dificultaram o trabalho.
Bruno Figueiredo, cunhado de Ronnie Lessa, chega à DH da Barra
Bruno Figueiredo, cunhado de Ronnie Lessa, chega à DH da Barra pic.twitter.com/3czOS1aY96
— O Globo_Rio (@OGlobo_Rio) October 3, 2019