ECONOMIA

Bolsonaro fala em reabertura "responsável" da economia

"Ansiedade por parte da população está enorme", diz presidente

Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil
Publicado em 22/05/2020, às 04h44 - Atualizado em 24/08/2020, às 07h46

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Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro defendeu uma reabertura "responsável" da economia no país e voltou a citar o desemprego e a falta de renda como argumento para a flexibilização do isolamento social. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 21, durante sua live semanal, transmitida nas redes sociais. Para o presidente, os governadores que montarem um plano de reabertura serão reconhecidos pela população.  

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"Todos têm a ganhar com a volta responsável ao serviço. O que eu digo aos senhores governadores, respeitosamente, os senhores que decidem, eu apenas estou mandando bilhões aos senhores, o estado que tiver um plano de abertura radical, obrigando a máscara, sem multa, no convencimento, vai ser um governador reconhecido, porque a ansiedade por parte da população está enorme. Estamos tornando os pobres miseráveis", afirmou.

As medidas de isolamento social, como o fechamento do comércio não essencial, estão entre as principais recomendações defendidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotadas pelas autoridade de saúde de vários países como forma de conter a propagação do novo coronavírus. O Brasil ultrapassou hoje a marca de 20 mil mortes e mais de 300 mil infectados.

No Distrito Federal (DF), por exemplo, estudo publicado pela Universidade Brasília (UnB) mostra que, sem as medidas de isolamento social, a doença mataria cerca de 6,5 mil apenas na capital do país. No balanço mais recente, o DF contabiliza 84 óbitos e pouco mais de 5,5 mil pessoas infectadas.

Volta do futebol

Durante a live, Bolsonaro afirmou ter conversado com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sobre uma possível autorização para o retorno do futebol na cidade. O presidente disse que, neste caso, o Ministério da Saúde poderia elaborar um parecer para autorizar a volta dos jogos oficiais, mas sem torcida. 

"Num primeiro momento, tinha muito jogador que era contra, agora é um outro entendimento por parte dos jogadores, obviamente sem torcida. Está nas mãos aí do prefeito Marcelo Crivella isso. No que depender do Ministério da Saúde, o ministério também é favorável a dar um parecer nesse sentido, para que a gente possa assistir a um futebolzinho no sábado ou no domingo, até ajuda a deixar o povo em casa menos estressado. E os jogadores querem voltar a jogar", afirmou.

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