Aves domésticas ajudam a coibir o tráfico de silvestres

Costa Norte
Publicado em 10/12/2011, às 08h45 - Atualizado em 24/08/2020, às 00h53

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A criação de aves domésticas legalizadas é uma das maneiras mais simples de se coibir o tráfico de aves silvestres. “Criar é preservar” é o lema defendido pela FOB (Federação Ornitológica do Brasil), que reúne criadores de aves domésticas associados a clubes de diversos Estados brasileiros.

De acordo com Guido Nardi, vice-presidente da FOB, a criação de aves domésticas pode representar a salvação de algumas espécies silvestres, como é o caso do mutum e do canário-da-terra. “Por que vamos retirar uma ave silvestre da natureza se já temos outras espécies domesticadas que reproduzem há gerações? Se tivermos mais aves domesticadas, teremos mais silvestres livres. Isso pode coibir o tráfico”, diz.

Vários tipos

Entre os tipos de aves domésticas criados pelos associados à FOB estão periquitos ondulados australianos, psitacídeos, agapornis, aves exóticas e canários. Em 2011, a FOB conseguiu junto ao Ibama a aprovação da Instrução Normativa nº 3. Ela determina que todas as aves domésticas exóticas estrangeiras criadas em cativeiro devem ser identificadas por anilhas. 

Expectativa

Com a normatização, a tendência é de que os criadores de aves silvestres, atividade legalizada no Brasil com ressalvas, passem a ser criadores de aves domésticas exóticas, colaborando desta maneira para a diminuição do tráfico. “As aves domésticas evitam a caça de aves silvestres. Nossa expectativa é de que diversos criadores saiam da clandestinidade e colaborem para a redução do tráfico e do contrabando de aves nativas”, afirma Nardi.

O que é:

As anilhas são uma espécie de RG das aves criadas legalmente.

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