Dia 6 de março tem início o prazo para a entrega de declaração do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) 2014. Dia 30 de abril é a data final para o compromisso do contribuinte com o fisco, a exemplo dos anos anteriores. Dia 28 passado, foi a data limite para as empresas fornecerem o informe de rendimento anual de seus empregados. Quem ainda não recebeu, pode cobrar. Dentre as mudanças para a prestação de contas com o Leão, este ano, está a atualização dos rendimentos tributáveis, que tiveram reajuste de 4,5% - passaram de R$ 24.556,65 para R$ 25.661,70. Isso significa que, quem teve renda anual maior do que esse último valor, em 2013, terá de declarar. Também será obrigado a fazer o envio à Receita quem teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributos exclusivamente na fonte, acima de R$ 40 mil (como indenizações, por exemplo). Da mesma forma, os que tinham em dezembro bens que superem R$ 300 mil, e quem obteve ganho de capital ao vender bens ou direitos ou investiu em Bolsa de Valores no ano passado devem enviar informações. A receita prevê aumento do número de declarações a ser entregues neste ano para 27 milhões, contra 26 milhões, no ano passado. O diretor-executivo da Confirp Consultoria Contábil Richard Domingos dá uma dica: “Os primeiros dias são os mais interessantes para o envio e, isso, por dois motivos: quem entrega o material com antecedência receberá sua restituição antes, além disso, em caso de problemas, o contribuinte terá tempo para resolvê-los, evitando a necessidade de realizar uma declaração retificadora, depois do prazo de entrega".
Certificação digital Os contribuintes que possuem certificado digital, cerca de um milhão de trabalhadores, poderão contar com este benefício da Receita Federal na hora de preencher a declaração de Imposto de Renda automaticamente, só necessitando da validação. No futuro, isso será repassado para todos os contribuintes que optam pelo modelo simplificado. Quem não quiser ter a declaração pré-preenchida não precisará do certificado, que custa pelo menos R$ 100.