Prática transmite doenças graves, como a raiva, e provoca acidentes; Danilo Sato detalha os perigos dessa interação na natureza

Alimentar animais de vida livre, como macacos e saguis, pode parecer uma atitude inofensiva e afetuosa, mas esconde perigos letais. No quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral, o médico veterinário e apresentador Danilo Sato alertou sobre os graves riscos dessa prática para a saúde pública e para a integridade das espécies.
O principal perigo envolve a transmissão de doenças, com destaque para a raiva. O vírus afeta o sistema nervoso central e apresenta taxa de letalidade próxima a 100%. A infecção ocorre pelo contato direto com mamíferos silvestres ou com cães e gatos domésticos sem vacinação preventiva.
Os dados reforçam a urgência do alerta. Entre os anos de 2010 e 2024, o Brasil registrou 48 casos de raiva humana, com apenas dois sobreviventes documentados no país. O médico veterinário Danilo Sato explica a gravidade do quadro nos raros casos de recuperação:
Quando há sobrevida após o tratamento para esta doença, as pessoas tendem a ficar com sequelas para a vida toda, sejam motoras ou neurológicas. Elas ficam com dificuldade para se alimentar, falar, andar e fazer todas as necessidades básicas".
Em 2025, o país registrou uma morte no estado de Pernambuco por causa dessa interação imprudente. Uma mulher contraiu o vírus e perdeu a vida após sofrer um acidente enquanto fornecia alimento a um sagui na natureza.
Além da barreira sanitária, a aproximação facilita acidentes físicos. O apresentador citou o exemplo de animais, como o macaco-prego, que avançam subitamente para furtar a comida e colocam em risco a integridade de adultos e crianças presentes no local.
Para evitar tragédias e preservar o instinto natural da fauna, a orientação é clara: nunca forneça alimentos aos animais silvestres e mantenha a vacina antirrábica dos pets domésticos sempre em dia.
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.