Encontrado debilitado na praia do Tombo, em Guarujá, animal segue em reabilitação no Instituto Gremar, após diagnóstico de pneumonia, desidratação e lesões

O lobo-marinho-sul-americano (Arctocephalus australis) resgatado na praia do Tombo, em Guarujá, no dia 24 de junho, continua em recuperação no Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos do Instituto Gremar.
Nesta terça-feira (7), a instituição divulgou atualização sobre o estado de saúde do animal e informou que ele apresenta evolução clínica positiva, embora ainda necessite de acompanhamento veterinário contínuo antes de retornar ao oceano.
Segundo o Instituto Gremar, o lobo-marinho chegou ao centro de reabilitação em estado de alerta, porém com baixo escore corporal, indicando comprometimento de sua condição física. A equipe também identificou desidratação e uma opacificação no olho esquerdo, que continua em tratamento.
Durante o período de internação, exames complementares apontaram que o animal também apresentava um quadro de pneumonia, que passou a ser tratado com medicação e acompanhamento veterinário.
Após dias de cuidados intensivos, o instituto informou que o lobo-marinho permanece alerta, responsivo e com temperatura corporal dentro dos parâmetros esperados para a espécie. A recuperação inclui manejo nutricional gradual, com suplementação alimentar para contribuir com o ganho de peso e a melhora do estado clínico.
Neste momento, o animal permanece em ambiente seco, com acesso controlado à água em períodos específicos do dia, conforme o protocolo adotado pelo Instituto Gremar para a reabilitação de mamíferos marinhos.
Apesar da evolução, ele ainda necessita de acompanhamento veterinário contínuo, suporte nutricional, exames laboratoriais periódicos e monitoramento diário antes de avançar para as próximas etapas da reabilitação.
O jovem lobo-marinho foi encontrado debilitado na praia do Tombo, em Guarujá, no dia 24 de junho. Após o resgate, ele foi encaminhado ao Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos do Instituto Gremar, onde recebe tratamento especializado.
Segundo o Instituto Gremar, o lobo-marinho-sul-americano nasce em colônias reprodutivas localizadas principalmente no Uruguai e na Argentina. Durante o inverno, indivíduos da espécie percorrem milhares de quilômetros acompanhando as correntes oceânicas em busca de alimento, comportamento considerado natural.
Depois dessa longa viagem, alguns chegam ao litoral paulista cansados, magros ou desidratados e utilizam praias e costões apenas para descansar antes de seguir viagem. De acordo com o instituto, além desse deslocamento natural, alterações nas condições ambientais e na disponibilidade de alimento também podem contribuir para que alguns indivíduos cheguem debilitados às praias.
A instituição destaca ainda que o trabalho de reabilitação desses animais também fornece informações importantes para pesquisas científicas, ajudando a compreender melhor essas ocorrências e a aperfeiçoar estratégias voltadas à conservação da espécie.
O Instituto Gremar alerta que, ao encontrar um lobo-marinho na praia, a população não deve tentar empurrá-lo de volta ao mar. Segundo a instituição, muitos desses animais chegam debilitados após percorrer milhares de quilômetros e precisam descansar antes de retomarem a viagem. Sem condições físicas para nadar, devolvê-los ao oceano pode colocar sua sobrevivência em risco.
A orientação também é manter distância, não tocar, não alimentar e evitar qualquer tipo de interação com o animal. Caso encontre um lobo-marinho ou qualquer outro mamífero marinho na praia, o recomendado é acionar imediatamente uma equipe especializada para que seja feita a avaliação e, quando necessário, o resgate do animal.