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Vai criar uma arara? Saiba o que considerar antes de levar a ave para casa

Criação legal, espaço adequado, alimentação e cuidados diários estão entre os fatores que devem ser avaliados antes da decisão

Vai criar uma arara? Saiba o que considerar antes de levar a ave para casa
Inteligentes e sociáveis, as araras precisam de espaço, estímulos e acompanhamento especializado - Pexels


As araras estão entre as aves mais admiradas do mundo. As penas coloridas, a inteligência e a capacidade de criar vínculos com os tutores fazem com que muitas pessoas sonhem em ter uma como animal de estimação. Antes de tomar essa decisão, porém, é importante conhecer as necessidades da espécie e as regras para a criação legal no Brasil.

Ao contrário de animais domésticos, como cães e gatos, as araras são aves silvestres e exigem cuidados específicos relacionados ao ambiente, à alimentação, à saúde e ao bem-estar. Além disso, a aquisição deve ocorrer exclusivamente por meios autorizados pelos órgãos ambientais.

A criação deve ser legal

O primeiro passo para quem deseja criar uma arara é garantir que a ave tenha origem legal. Segundo o Ibama, animais silvestres só podem ser adquiridos de criadouros e estabelecimentos autorizados pelos órgãos ambientais competentes.



A documentação que acompanha a ave comprova sua origem e ajuda a combater o tráfico de animais silvestres, uma das principais ameaças à fauna brasileira. Comprar aves sem comprovação de procedência ou retiradas da natureza é ilegal e pode resultar em penalidades previstas na legislação.

Espaço faz toda a diferença

Apesar de se adaptarem ao convívio com as pessoas, as araras precisam de espaço para se movimentar, abrir completamente as asas e exercitar comportamentos naturais, como escalar e explorar o ambiente.

Recintos pequenos podem comprometer o bem-estar da ave. O ambiente também deve contar com poleiros, brinquedos e objetos que estimulem a atividade física e mental.



Inteligência exige estímulos diários

As araras estão entre as aves mais inteligentes do mundo. Elas conseguem reconhecer pessoas, aprender rotinas e interagir com diferentes objetos.

Por isso, especialistas recomendam oferecer enriquecimento ambiental diariamente, com brinquedos apropriados, galhos, desafios e momentos de interação com o tutor. A falta de estímulos pode favorecer o aparecimento de comportamentos relacionados ao estresse.

Alimentação vai além das sementes

Outro ponto importante é a alimentação. Embora sementes façam parte da dieta, elas não devem ser o único alimento oferecido.



Frutas, verduras, legumes e rações formuladas para psitacídeos costumam compor uma alimentação equilibrada. A dieta ideal pode variar conforme a espécie, idade e estado de saúde da ave, por isso o acompanhamento veterinário é fundamental.

Elas vivem por muitos anos

Quem decide criar uma arara também deve considerar que esse é um compromisso de longo prazo. Dependendo da espécie e dos cuidados recebidos, essas aves podem viver por várias décadas.

Essa expectativa de vida faz com que a decisão envolva planejamento e disponibilidade para atender às necessidades do animal durante muitos anos.



Vocalização faz parte do comportamento

As araras utilizam vocalizações para se comunicar com outros indivíduos. Por isso, emitir sons altos faz parte do comportamento natural da espécie.

Antes de adquirir uma ave, é importante avaliar se o ambiente onde ela viverá é adequado para esse tipo de comportamento, especialmente em locais com grande proximidade entre vizinhos.

Acompanhamento veterinário é indispensável

Assim como qualquer outro animal, as araras precisam de acompanhamento periódico com médicos-veterinários especializados em aves ou animais silvestres.



As consultas ajudam a prevenir doenças, acompanhar o desenvolvimento da ave e orientar os tutores sobre alimentação, manejo e bem-estar.

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