Espécie pertence a um dos gêneros mais venenosos do Brasil; ela foi resgatada pelo Departamento de Operações Ambientais, na Riviera de São Lourenço

Uma serpente da espécie jararacuçu (Bothrops jararacussu) foi resgatada na tarde de ontem (21), pelo Departamento de Operações Ambientais (DOA), no bairro da Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. O acionamento foi feito por meio do número 153.
Segundo informou a prefeitura, a equipe do DOA foi ao local indicado e a serpente, pertencente a um dos gêneros (jararacas, jararacuçus e urutus) mais perigosos do Brasil, foi capturada com segurança. Após o resgate, a jararacuçu foi avaliada e considerada saudável e em boas condições para ser reintegrada ao seu habitat.

A pedido da reportagem, o Dr. Francisco Franco, pesquisador do Laboratório de Coleções Zoológicas do Instituto Butantan, analisou as imagens e afirmou que a espécie é uma Bothrops jararacuçu, peçonhenta, com alta toxicidade. De acordo com o pesquisador, a jararacuçu é comum em áreas de floresta atlântica e, embora possa frequentar áreas urbanas, ela requer ambiente florestado para viver.
O especialista acrescentou, ainda, que em épocas de temperatura ambiente baixa, elas diminuem as suas atividades, sendo mais difíceis de serem encontradas; por ser uma Bothrops, a jararacuçu é considerada grande e pode chegar a mais de 1,5 metro de comprimento.
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