No quadro É Pet?, Danilo Sato explica a importância do aquecimento para serpentes, a vacinação de mamíferos e o hábito das calopsitas de cantarem

Por que as serpentes mudam de aspecto, ou o que faz uma calopsita assobiar o hino de um time? Para desmistificar o universo dos animais exóticos, o veterinário Danilo Sato comandou um bloco de perguntas e respostas no quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.
Diferentemente dos mamíferos e das aves, as cobras e os lagartos não possuem a capacidade de regular a temperatura corporal de forma interna. Eles dependem diretamente do calor do ambiente para manter o organismo funcionando.
Por essa razão, o uso de fontes externas de calor, como lâmpadas específicas e placas térmicas, é indispensável nos terrários. O cuidado deve ser redobrado nos meses de inverno e em dias frios, pois a falta de temperatura adequada provoca consequências graves:
O veterinário faz um alerta sobre a instalação dos equipamentos: é preciso monitorar a intensidade do calor para evitar o risco de queimaduras graves na pele dos animais.
Outro questionamento comum envolve a saúde dos ferrets, conhecidos também como furões. Muitas pessoas ignoram a necessidade, mas esses pequenos mamíferos devem cumprir um calendário de imunização obrigatório.
Eles são extremamente sensíveis ao vírus da raiva e da cinomose, duas patologias que podem ser fatais para a espécie. As doses aplicadas precisam ser fabricadas especificamente para ferrets e administradas por um médico veterinário.
Já em relação às serpentes, o foco das dúvidas foi a frequência da troca de pele, processo chamado tecnicamente de ecdise. Essa muda ocorre durante toda a vida do réptil e serve como um indicador direto de crescimento físico. A periodicidade varia de acordo com a idade do indivíduo e com o volume de alimentação que ele recebe.
Quando estão próximas de trocar a pele, as cobras costumam manifestar sinais claros:
Para fechar o bloco de respostas, o programa abordou a capacidade de comunicação das calopsitas. Embora pertençam à família das aves falantes, elas possuem uma dinâmica diferente daquela observada nos papagaios.
As calopsitas raramente pronunciam frases complexas, mas demonstram uma excelente habilidade para reproduzir sons repetitivos. Elas conseguem imitar palavras curtas, assobios elaborados, trilhas sonoras de filmes e desenhos animados e até hinos de clubes de futebol.
De forma geral, os machos apresentam maior facilidade para desenvolver a vocalização, embora existam exceções dentro da espécie.
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.