Apesar de causarem medo, cobras ajudam no equilíbrio ambiental; veterinário desmistifica visão de que todas as espécies são perigosas

As serpentes frequentemente despertam medo e desconfiança na população. No entanto, esses répteis abrigam características biológicas fascinantes e desempenham papel vital no equilíbrio do meio ambiente.
Para desmistificar o comportamento e a anatomia das cobras, o veterinário e apresentador Danilo Sato listou cinco curiosidades que explicam os hábitos desses animais:
Muitas pessoas já repararam que as cobras nunca piscam. Esse fenômeno ocorre pela ausência de pálpebras. No lugar delas, os animais possuem a brille, uma camada extremamente fina e transparente que reveste e protege os olhos contra danos externos.
O hábito constante de colocar a língua para fora não representa uma ameaça. Essa é a maneira pela qual as cobras sentem o cheiro do ambiente. A língua capta partículas no ar e as transporta até um órgão especializado no céu da boca, que processa os odores e envia as informações diretamente ao cérebro.
As serpentes conseguem engolir presas consideravelmente maiores que a própria cabeça. A habilidade é possível por causa dos ossos flexíveis da mandíbula, que facilitam a ampla abertura da boca durante a alimentação.
O processo de crescimento exige que a cobra troque de pele ao longo da vida, em um ciclo chamado ecdise. A curiosidade está na forma como ele ocorre: diferentemente dos lagartos, que trocam a pele por partes, a serpente descarta a pele de forma integral e contínua.
A maioria das cobras não possui peçonha e é inofensiva para o ser humano. Elas ajudam no controle de pragas urbanas, como as populações de ratos. Além disso, as espécies venenosas oferecem benefícios valiosos para a medicina. Componentes do veneno de algumas serpentes servem de base para a produção de medicamentos voltados ao controle da pressão arterial e de dores intensas.
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, do quadro 'É Pet?', da TV Cultura Litoral.