Animal encontrado no bairro Itaóca estava em avançado estado de decomposição, o que impediu a conclusão sobre a causa da morte

Um golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) encalhou, já morto, na praia do bairro Itaóca, em Mongaguá, litoral de São Paulo.
Segundo o Instituto Biopesca, a equipe responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) fez necropsia em campo na segunda-feira (11) e coletou amostras biológicas do animal.
De acordo com o instituto, a causa da morte não pôde ser determinada devido ao avançado estado de decomposição da carcaça. Após os procedimentos, o corpo foi recolhido pela prefeitura de Mongaguá.
O animal era macho, adulto, media 3,12 metros e pesava 210 quilos.
O golfinho-nariz-de-garrafa, também chamado de golfinho-roaz, é uma espécie de cetáceo amplamente distribuída em oceanos tropicais, subtropicais e temperados. Ele pode ser encontrado tanto em áreas costeiras quanto oceânicas e também ocorre em baías, estuários, lagoas e canais.
No Brasil, a espécie é registrada desde o Rio Grande do Sul até o Nordeste. A espécie se tornou popular internacionalmente por inspirar o personagem da série de televisão Flipper.
O golfinho-nariz-de-garrafa possui corpo robusto, coloração cinza e focinho relativamente curto e arredondado. Em geral, mede entre 1,9 e 4 metros, sendo observados machos com cerca de 3,8 metros e fêmeas com aproximadamente 3,6 metros, embora existam registros de indivíduos maiores. O peso médio da espécie é de cerca de 500 quilos.
A alimentação é composta principalmente por peixes pequenos, lulas, polvos e crustáceos. A estratégia de caça varia conforme o ambiente e a disponibilidade de presas. Em algumas regiões, os golfinhos formam grupos para cercar peixes próximos à praia.
Também já foram observados acompanhando barcos de pesca para aproveitar restos de alimento descartados.
A gestação dura cerca de 12 meses e normalmente nasce apenas um filhote, com peso aproximado de 10 quilos e comprimento entre 80 centímetros e 1,2 metro. O período reprodutivo costuma ocorrer entre abril e outubro.
O atendimento integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para as atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.
Em São Paulo, o programa é executado sob responsabilidade técnica da Mineral Engenharia e Meio Ambiente, e o Instituto Biopesca monitora o trecho do litoral entre Praia Grande e Peruíbe.
Em casos de mamíferos marinhos, tartarugas ou aves marinhas encontrados vivos, debilitados ou mortos entre Praia Grande e Peruíbe, o serviço pode ser acionado pelo 0800 642 3341 (horário comercial) ou pelo telefone (13) 99601 2570, disponível 24 horas por WhatsApp e chamadas a cobrar.