HABITAT NATURAL

Gavião-carijó resgatado na rodovia dos Tamoios volta à natureza

Animal passou por reabilitação no Cras da Univap após ser encontrado em situação de risco às margens da rodovia dos Tamoios


Redação
Publicado em 30/07/2026, às 12h45

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Gavião-carijó resgatado na rodovia dos Tamoios volta à natureza
Gavião-carijó recuperado para retornar ao habitat natural após sete meses de cuidados clínicos - Divulgação/Concessionária Tamoios


A Concessionária Tamoios, em parceria com a Universidade do Vale do Paraíba (Univap), anunciou nesta quinta-feira (30) a soltura de um gavião-carijó(Rupornis magnirostris). A devolução da ave à natureza ocorreu no dia 7 de julho.

O animal foi encontrado em situação de risco às margens da rodovia dos Tamoios no dia 5 de dezembro de 2025. Após o resgate, a equipe encaminhou a ave ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) da Univap, onde recebeu avaliação e acompanhamento técnico.

Gavião-carijó resgatado na rodovia dos Tamoios volta à natureza - Divulgação/Concessionária Tamoios
Gavião-carijó resgatado na rodovia dos Tamoios volta à natureza - Divulgação/Concessionária Tamoios

Com o fim do período de cuidados, o gavião apresentou condições clínicas e comportamentais adequadas para retornar ao habitat natural. Os órgãos ambientais do estado de São Paulo autorizaram a soltura da ave.



Participaram da ação o biólogo e técnico responsável do Cras, Juan Sambudio de Paula; o especialista em meio ambiente da Tamoios, Danilo Leme; e a auxiliar de meio ambiente da concessionária, Evelin Sara.

É comum encontrar um gavião-carijó na cidade?

Apesar de surpreender quem o encontra, o gavião-carijó é uma espécie bastante adaptada ao ambiente urbano. Encontrado em todo o território brasileiro, ele também ocorre em outros países da América, como México e Argentina, e consegue viver em cidades desde que existam áreas arborizadas.

A facilidade de adaptação faz com que seja considerado o gavião mais abundante do Brasil. Em centros urbanos, costuma utilizar árvores altas, postes e outras estruturas elevadas como pontos de observação para localizar suas presas.



O que o gavião-carijó come?

A alimentação da espécie é bastante variada. O gavião-carijó caça desde grandes insetos até lagartos, morcegos, pequenas aves e mamíferos. Essa dieta faz com que a ave desempenhe um papel importante no equilíbrio ambiental, ajudando a controlar populações de animais como ratos e pombos, comuns em áreas urbanas.

Além disso, ao capturar indivíduos doentes ou mais vulneráveis, também contribui para o equilíbrio das populações de outras espécies.

Como identificar a espécie?

O gavião-carijó mede entre 31 e 41 centímetros de comprimento. As fêmeas costumam ser maiores que os machos, podendo pesar até cerca de 350 gramas. Os adultos apresentam a base do bico amarelada com a ponta escura, cabeça marrom-acinzentada, peito ferrugíneo com estrias e ventre claro. Outra característica marcante são as duas faixas escuras na extremidade da cauda.



Já os filhotes apresentam plumagem predominantemente marrom, que muda gradualmente conforme o animal atinge a fase adulta.

Reprodução e comportamento

A espécie costuma viver em casais e utiliza o mesmo poleiro por dias ou até semanas para observar o ambiente e caçar. O ninho é construído no alto de árvores com gravetos e folhas. Normalmente, a fêmea coloca até dois ovos e permanece cerca de 30 dias na incubação, enquanto o macho é responsável por levar alimento.

Durante o período reprodutivo, o gavião-carijó pode se tornar bastante territorial e defender o ninho caso alguém se aproxime.



O que fazer ao encontrar um gavião?

Caso um gavião ou outro animal silvestre apareça em residências ou em áreas urbanas, a recomendação é evitar qualquer tentativa de captura sem orientação técnica e ligar para a Guarda Civil Municipal Ambiental, por meio do telefone 153 ou a Polícia Militar Ambiental, no número 190.

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