Médico veterinário Danilo Sato explica que doenças virais comuns na Europa não afetam os coelhos de estimação criados no território brasileiro

Ter coelhos como animais de estimação gera uma dúvida comum entre os tutores: afinal, eles precisam ser vacinados? Diferentemente do que ocorre com cães e gatos, a resposta para os coelhos criados no Brasil é não.
No quadro 'É Pet?', da TV Cultura Litoral, o médico veterinário e apresentador Danilo Sato esclarece que o país não possui vacinas específicas para a espécie no mercado. A confusão, segundo o especialista, surge devido a informações genéricas encontradas na internet.
Ao pesquisar sobre a saúde desses animais, é comum encontrar relatos sobre a mixomatose e a doença hemorrágica, infecções virais que exigem imunização. No entanto, o veterinário explica que essas doenças afetam coelhos de outros continentes, com maior registro na Europa e na Ásia. Felizmente, não há incidência dessas enfermidades entre os animais de estimação no território brasileiro.
Sem a necessidade de aplicar vacinas, a proteção do animal depende do manejo adequado. Sato destaca que a melhor forma de garantir a qualidade de vida do coelho é por meio de avaliações médicas preventivas regulares.
O bem-estar do pet também exige atenção ao ambiente e à dieta. O tutor deve manter o coelho em um local calmo, para evitar o estresse, e oferecer uma alimentação regrada e apropriada para a espécie.
Durante as consultas de rotina, o médico veterinário avalia a necessidade de solicitar exames complementares. Esses testes são recomendados de acordo com o sexo e a idade do animal, com o objetivo de comprovar a plena saúde do novo membro da família.
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.