Danilo Sato esclarece no quadro É Pet? que o perigo real das aves concentra-se no acúmulo de fezes secas em locais fechados e sem higiene

Os pombos dividem opiniões nas cidades litorâneas e sofrem preconceito por causa de mitos relacionados à saúde pública. No entanto, os riscos de doenças não ocorrem pelo simples contato com a ave, mas sim, pelo acúmulo de fezes em ambientes sem a limpeza adequada.
No quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral, o apresentador Danilo Sato detalhou que os pombos desembarcaram no Brasil a partir do século XVI para fins alimentares, esportivos e de mensageria. Com o tempo, o abandono das criações propiciou a adaptação e a dispersão das aves por praças e edifícios de todo o país.
O risco de contágio de doenças não ocorre pelo simples voo ou pela proximidade com as pessoas. O perigo real concentra-se no acúmulo de dejetos secos em locais fechados e sem ventilação, como galpões e prédios abandonados.
O veterinário esclareceu que as práticas de violência contra as aves constituem infração legal:
Infelizmente, o preconceito contra os pombos leva a atitudes cruéis, como envenenamento e até agressões. Além de desumanas, essas práticas configuram crime ambiental. O controle ético da população de pombos envolve educação, limpeza urbana, descarte correto de lixos e medidas que podem até impedir a reprodução excessiva."
A convivência harmônica no meio urbano depende de posturas simples no cotidiano da população. Segue a lista de recomendações para o manejo preventivo das aves nas moradias e espaços públicos:
Para além do cenário das ruas, os pombos possuem uma longa trajetória de domesticação como animais de estimação. Diversas linhagens passam por seleção estética há séculos, o que resulta em raças com plumagens volumosas nos pescoços, caudas em formato de leque ou patas cobertas por penas.
A avifauna brasileira também abriga espécimes nativos que se tornam cada vez mais frequentes em praças públicas. Segue a lista das espécies locais identificadas no meio urbano:
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, do quadro 'É Pet?', da TV Cultura Litoral.