Aquisição do réptil requer autorização de órgãos ambientais e estrutura de moradia ampla para garantir o bem-estar do animal por décadas

Jabuti-de-esporas-africano, popularmente conhecido como jabuti-sulcata, foi o destaque do quadro É Pet, da TV Cultura Litoral. Apresentado pelo veterinário e apresentador Danilo Sato, o réptil é uma espécie exótica e dócil que pode viver por mais de um século, o que exige responsabilidade e planejamento futuro por parte dos tutores.
Originário de regiões semiáridas da África, o réptil adapta-se com facilidade ao clima quente. A criação doméstica desses animais ocorre de forma regulamentada no Brasil há alguns anos, desde que o espécime seja adquirido estritamente em criatórios legalizados e autorizados pelos órgãos ambientais.
Embora nasçam muito pequenos, esses animais apresentam um crescimento bastante acelerado até os 10 anos de idade. Posteriormente, o desenvolvimento físico continua de maneira contínua, porém em ritmo mais lento. Confira as características da espécie na fase adulta:
Devido ao grande porte e ao comportamento ativo do réptil, a manutenção em cativeiro exige uma avaliação criteriosa sobre a estrutura da residência. O espaço físico disponível torna-se o fator mais importante para garantir o bem-estar do bicho ao longo das décadas.
O veterinário Danilo Sato detalha a transição necessária na estrutura de criação de acordo com a idade do animal:
Como são animais que podem atingir um tamanho muito grande, o local de criação deve ter bastante espaço, já que eles são animais bem ativos. Quando o animal é filhote, pode criar em ambiente interno como um terrário, mas depois de certa idade, o ambiente externo é o mais adequado."
Assim como a maioria dos répteis, o jabuti-sulcata necessita de contato diário com os raios solares naturais para sintetizar nutrientes essenciais. Em locais fechados ou dias nublados, o manejo exige o uso de lâmpadas artificiais específicas com radiação UVB. A temperatura ideal para o ambiente de criação deve permanecer fixada entre 28°C e 30°C.
A rotina alimentar da espécie destaca-se pela praticidade, baseada em uma dieta estritamente herbívora. O cardápio diário assemelha-se ao dos jabutis nativos do Brasil e deve ser composto por uma ampla variedade de folhas verdes, verduras e legumes ricos em fibras alimentares.
Danilo Sato aponta que os cuidados gerais aproximam-se muito dos protocolos adotados para os répteis nacionais, mas reforça o peso da decisão de compra:
Criar um jabuti de esporas africano é bem simples, quase parecido com a criação de um jabuti brasileiro. O planejamento é para a vida toda."
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.