AVES DO LITORAL

Confira as quatro espécies de garças que habitam o litoral de São Paulo

No quadro É Pet?, Danilo Sato explica as diferenças entre as quatro aves urbanas comuns e alerta para o risco de acidentes com os animais


Redação
Publicado em 30/06/2026, às 17h13

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Conheça as quatro espécies de garças que habitam o litoral de São Paulo
Espécies mudam de plumagem conforme a idade - Mauro Motozono/Pexels


As garças fazem parte do cenário clássico de Santos, no litoral paulista, seja nos canais, na orla da praia ou no Mercado de Peixe, mas poucos sabem diferenciar suas características reais. No quadro É Pet, da TV Cultura Litoral, o apresentador e veterinário Danilo Sato destacou as diferentes espécies da ave e os cuidados necessários ao avistá-las.

Apesar de parecerem idênticas à primeira vista, as garças possuem marcas físicas e hábitos bem distintos. O veterinário listou as quatro espécies mais frequentes na região:

  • Garça-branca-grande (Ardea alba): Imponente, atinge até um metro de altura. É presença garantida na orla, no estuário e em pontos comerciais de pesca;
  • Garça-branca-pequena (Egretta thula): Frequentemente confundida com o filhote da espécie maior, possui porte reduzido, comportamento mais agitado e bico em tom enegrecido;
  • Garça-azul (Egretta caerulea): Apresenta uma particularidade evolutiva. Quando jovem, possui penugem totalmente branca, mudando para tons acinzentados e azulados na fase adulta. Habita principalmente os manguezais;
  • Garça-moura (Ardea cocoi): Uma das maiores da região, possui corpo cinza robusto, tons escuros na cabeça e comportamento reservado, preferindo rios e áreas naturais preservadas.

Do ponto de vista científico, o parentesco genético divide essas aves em dois grupos principais. As garças de grande porte (branca-grande e moura) integram o gênero Ardea, enquanto as de menor estatura (branca-pequena e azul) pertencem ao gênero Egretta.



Embora a aproximação das aves encante os moradores e turistas, a interação humana direta traz severas ameaças à sobrevivência da fauna silvestre. Danilo Sato enfatiza um aviso crucial: nunca alimente as garças.

Ao receberem restos de comida de forma fácil, os animais interrompem o processo natural de aprendizado e execução da caça. Essa dependência artificial gera uma série de impactos negativos no ecossistema urbano:

  • Ingestão de resíduos: As garças passam a consumir produtos inadequados ou contaminados, prejudicando o sistema digestivo;
  • Risco de atropelamentos: Atraídas pelos humanos, as aves aproximam-se excessivamente de vias públicas movimentadas e calçadões, elevando os índices de colisões com veículos;
  • Ferimentos graves: O bico desses animais possui uma estrutura rígida, forte e pontiaguda. A aproximação forçada pode resultar em ataques defensivos e machucados profundos.

O apresentador reforça a necessidade de manter o distanciamento seguro para preservar os animais:



Quando recebem comida das pessoas, elas acabam perdendo o comportamento natural de caça e podem ingerir alimentos inadequados e, claro, se aproximar demais de ruas e das pessoas, aumentando o risco de acidentes, como atropelamentos."

*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.

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