Apresentador Danilo Sato explica as diferenças da espécie para a tartaruga-tigre-d'água e alerta para os cuidados com o tamanho do animal

Ter uma tartaruga-tigre-d'água ou um jabuti de estimação é comum no Brasil, mas o universo dos quelônios oferece opções curiosas para quem busca um animal exótico. O tracajá, um cágado de origem amazônica, desponta como uma alternativa fascinante para os amantes de pets.
O médico-veterinário Danilo Sato detalhou as características da espécie durante o quadro "É Pet", da TV Cultura Litoral. Segundo o apresentador, o réptil possui o corpo e a carapaça escuros, com manchas amareladas na cabeça. Essa coloração vibrante se destaca nos filhotes, mas escurece à medida que o bicho envelhece.
O manejo do tracajá exige planejamento a longo prazo. Nos primeiros meses, o tutor deve providenciar um aquaterrário com áreas secas e úmidas, além de iluminação com lâmpada ultravioleta específica para répteis, fator essencial para a saúde do cágado.
A dieta, por sua vez, é simples. A alimentação inclui peixes, plantas aquáticas e rações balanceadas para a espécie. O veterinário ressalta que a rotina alimentar se assemelha muito aos cuidados exigidos pela popular tigre-d'água.
O grande desafio da criação do bicho amazônico é o crescimento acelerado. Diferente de outros quelônios domésticos, o tracajá atinge proporções que impressionam. O animal chega a 45 centímetros de carapaça e pesa até oito quilos na fase adulta.
Por causa desse porte robusto, Sato orienta que o interessado prepare um espaço amplo para o futuro do animal.
Para o animal adulto, talvez a melhor opção para criá-lo seja no ambiente externo, onde a gente pode fazer uma piscina ou até um lago", sugere o especialista.
*Com informações do veterinário e apresentador Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.